Armas nucleares: Moçambique melhor que Portugal

O estado africano foi o 83.º país a assinar o Tratado de Proibição de Armas Nucleares. Dos países de língua portuguesa, apenas Portugal não assinou a convenção aprovada na ONU em 2017.

Filipe Nyusi segura uma bandeira moçambicana depois do discurso de inauguração da Praça da Independência, em Maputo, Moçambique, a 15 de Janeiro de 2019.
Filipe Nyusi é o Presidente da República de Moçambique desde 2014CréditosAntónio Silva / LUSA

Moçambique tornou-se o 83.º estado a assinar o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPAN) promulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Julho de 2017.

Trata-se do sétimo país de língua portuguesa a assinar o tratado, depois de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

De fora do tratado, na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), continuam Portugal e a Guiné Equatorial.

Segundo a agência Pressenza, a Campanha para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN, de International Campaign to Abolish Nuclear Weapons) felicitou num ‘tweet’ as autoridades do país africano e, em particular, o compromisso contínuo dos militantes locais antinucleares.

Recorde-se que a ICAN recebeu o Prémio Nobel da Paz em 2017, precisamente pela actividade desenvolvida em prol da abolição de armas nucleares.

O TPAN foi ratificado até agora por 44 países, dos 50 necessários para que entre em vigência. Pela primeira vez na história declaram-se as as armas nucleares ilegais e imorais. Pela primeira vez na história, pretende-se impedir a sua construção e, consequentemente, o seu uso.

Contribui para uma boa ideia

Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.

O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.

Contribui aqui