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Denúncias de pressões para participar nos protestos

Suspeita de instrumentalização de alunos e famílias

A IGEC decidiu levar a cabo «averiguações», tendo em conta as denúncias de pais sobre a instrumentalização de alunos e familías para participar nos protestos dos colégios privados.

Segundo avançou o Diário de Noticias, a Inspeção-Geral da Educação e da Ciência (IGEC) tem em curso «processos de averiguações» a colégios privados com contrato de associação, tendo em conta denúncias de que estes estarão a pressionar estudantes e famílias para participarem nos protestos levados a cabo.

O Ministério da Educação (ME), afirmou que não teve qualquer intervenção direta a desencadear estes inquéritos, tendo a iniciativa partido da IGEC.

Em causa estão denúncias de pais que têm ocorrido. Exemplo disto, é o do Colégio Conciliar de Maria Imaculada, de Leiria, que citados no Jornal de Leiria acusavam a escola católica de «instrumentalização» dos filhos. Este é um dos estabelecimentos alvo de averiguação.

O mesmo jornal também já tinha reportado queixas do pai de um aluno de outro estabelecimento de Leiria, o Colégio Nossa Senhora de Fátima.

O Ministério da Educação afirma que houve pelo menos mais uma denúncia, relativa a outro colégio, que não foi identificado, que também continha matéria suficiente para justificar a intervenção da IGEC.

A petição da Federação Nacional de Professores (Fenprof) «Em Defesa da Escola Pública», dinamizada em resposta às movimentações que defendiam o financiamento do sector privado de educação, segundo divulgaram, ontem já contava com 71 124 assinaturas, tornando-se na «maior subscrição entregue na Assembleia da República».

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