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PEV diz «não» à exploração de lítio em Covas do Barroso

«Os Verdes» entendem que não há medidas capazes de atenuar os impactos que podem advir numa área considerada de excelência em termos ambientais. 

CréditosPedro Sarmento Costa / Agência Lusa

Após analisar o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da Mina do Barroso, no concelho de Boticas, o PEV volta a dizer «não» à exploração de lítio naquele local. Em causa, revela num comunicado, estão razões de ordem ambiental, social, económica e cultural, e o respeito pelas populações que ali vivem.

Para além de sublinharem «o grande valor ambiental da região, que o EIA, mesmo com graves lacunas de estudo, nomeadamente a nível do lobo-ibérico, vem confirmar», os ecologistas consideram que esta é uma zona «única» e que deve ser preservada, «composta por aldeias e um mosaico de paisagens naturais, seminaturais e agrícolas, onde persistem os lameiros com a silvopastorícia».

Numa altura em que as crises climática e sanitária levam a questionar os modelos de produção, o PEV admite que estas formas «devem servir de exemplo e serem mais que nunca preservadas e valorizadas», recordando a classificação atribuída pela Organização das ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), e criticando a afirmação do ministro do Ambiente, de que «o lítio tem que ser explorado onde se encontra».

Entre outras questões consideradas relevantes, «Os Verdes» alertam para a «deterioração dos recursos hídricos» e os impactos em cadeia sobre a «biodiversidade, habitats, biótopos e especificamente para todas as espécies (fauna, flora) mais dependentes do meio hídrico e das galerias ripícolas», como a toupeira de água ou os mexilhão-de-rio (Margaritifera margaritifera), uma espécie em via de extinção. Por outro lado, critica a falta de transparência de todo o processo, «que decorreu desde o início sem o envolvimento da população e dos eleitos locais». 

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