|I Guerra Mundial

Parada militar em Lisboa para homenagear a paz

O maior desfile militar do século, com passagem de caças F-16, assinala esta manhã na Avenida da Liberdade, em Lisboa, os cem anos do Armistício da I Guerra Mundial.

Créditos / BBC

Além do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, vão marcar presença os ex-presidentes da República António Ramalho Eanes e Jorge Sampaio, segundo o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

A cerimónia evocativa dos cem anos do fim da I Grande Guerra imperialista (1914-1918) começa às 11h com a chegada do Presidente da República e do Comandante Supremo das Forças Armadas, que passará revista às forças em parada e discursará às 11h30 depois de uma homenagem aos mortos, com a deposição de uma coroa de flores.

Com o propósito de «homenagear a paz» e «honrar a memória» dos 100 mil portugueses que combateram na I Guerra Mundial e os 7500 que morreram no conflito, o desfile militar inicia-se em seguida no sentido descendente da Avenida da Liberdade, a partir do Marquês de Pombal até aos Restauradores, reunindo cerca de 4500 elementos, dos quais 3437 militares das Forças Armadas, 390 militares da GNR, 390 polícias da PSP e 160 antigos combatentes.

No desfile organizado pela Liga dos Combatentes e pelo EMGFA estarão também representadas as forças armadas da Alemanha, EUA, França e Reino Unido, com 80 militares.

A cerimónia conta ainda com 111 viaturas e motos das forças de segurança, 86 cavalos e 78 viaturas das Forças Armadas. A completar o dispositivo, haverá uma componente naval, com uma fragata e um navio de patrulha oceânico fundeados no Tejo, e a formação de aeronaves F-16, para passagem aérea durante a homenagem aos mortos.

Portugal participou na Grande Guerra com cerca de 100 mil homens, enviando para a frente ocidental o Corpo Expedicionário Português, em 1917. Os soldados portugueses estiveram também presentes na frente de Angola, em 1914/1915, em Moçambique, entre 1914 e 1918, e em França, em 1917 e 1918.


Com Agência Lusa

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