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Maioria absoluta do PS chumbou todos os projectos sobre professores

Ficou mais uma vez demonstrado o porquê da vontade do Partido Socialista querer uma maioria absoluta. Quatros eram os projectos à votação e quatro foram os votos contra do PS. O Governo quer impor a ausência de soluções.

Centenas de professores concentraram-se, no dia 3 de Janeiro de 2023, em frente ao Ministério da Educação, Lisboa, enquanto uma delegação da Fenprof entregava um abaixo-assinado com mais de 43 mil assinaturas de docentes e educadores ao ministro João Costa, contra as propostas de alteração ao regimo de concursos apresentada pelo Governo PS. 
Centenas de professores concentraram-se, no dia 3 de Janeiro de 2023, em frente ao Ministério da Educação, Lisboa, enquanto uma delegação da Fenprof entregava um abaixo-assinado com mais de 43 mil assinaturas de docentes e educadores ao ministro João Costa, contra as propostas de alteração ao regimo de concursos apresentada pelo Governo PS. CréditosMiguel A. Lopes / Agência Lusa

Depois do debate de ontem não eram muitas as dúvidas para as votações que ocorreram hoje na Assembleia da República. Ainda assim, fica mais uma vez demonstrada a falta de vontade do PS em responder aos justos problemas levantados pelos professores. 

À discussão estiveram quatro projectos - um projecto de lei e três projectos de resolução. O projecto de lei era da autoria do Chega. Um projecto que não numa apreciação global não visava resolver a situação dos professores, alterando meramente ao Estatuto da Carreira Docente com o intuito de eliminar discriminações entre docentes, algo que somente atenua mas não corresponde à grave situação com que os docentes estão confrontados.

Relativamente aos projectos de resolução, somente o do PCP quase encontrou unanimidade. com o PS a votar contra e a IL a abster-se. O Projecto de Resolução visava responder  à mais forte reivindicação dps professores, recomendando ao Governo a adopção de medidas efectivas para a contabilização integral do tempo de serviço e ao posicionamento dos docentes no escalão remuneratório correspondente. 

O Livre tinha um projecto semelhante, também ele chumbado com votos contra do PS e abstenção da IL e PSD qie pedia a contabilização do tempo de serviço e o fim do bloqueio à progressão da carreira dos docentes. Já o Bloco de Esquerda visava a promoção da escola pública e o respeito pelos professores, o que mereceu mais um voto contra do PS e abstenções de PSD, Chega e IL. 

Num balanço final, verifica-se a falta de vontade de resolver os problemas dos docentes, a imposição da sua maioria absoluta e a imposição das suas propostas, o que já está mais que confirmado pelos sindicatos que não são suficientes. Vemos também a Iniciativa Liberal a não se querer condicionar nesta discussão, abstendo-se em tudo e a não apresentar propostas, algo que no plenário de ontem já era visível pela intervenção de Carla Castro que falou quatro minutos e nada disse. Parece que a IL está confortável com a situação criada pelo PS relativamente aos professores e o PS vai ao encontro das ideias liberais. 

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