«O desinvestimento e as desigualdades na Escola Pública acentuam-se e os Exames agravam essa realidade», lê-se no abaixo-assinado que o Movimento Voz aos Estudantes têm dinamizado nos últimos dias e intensificado nesta que é a sua semana de luta «Investir na Escola Pública! Valorizar a Avaliação Contínua! Está na hora de acabar com os exames nacionais». O texto já soma quase 5 mil subscritores recolhidos presencialmente em acções de contacto e manifestações.
Os estudantes organizaram-se em resposta «ao ataque que o Governo faz à educação, para combater os problemas que persistem na Escola Pública», nomeadamente nas «mais de 600 escolas sem condições dignas» e nos «mais de 100 mil» estudantes que começaram este ano lectivo sem professor a pelo menos uma disciplina. O movimento denuncia o «método de triagem injusto» que consideram ser os exames nacionais, privilegiando aqueles que «têm condições para pagar colégios privados, manuais de estudo, explicações e uma melhor preparação» e permitindo que todos os anos milhares de estudantes fiquem de fora do Ensino Superior.
«Não precisamos de uma educação que exclua, abandone e deixe quem tem menos condições para trás» afirmam os estudantes que estão desde segunda, 26 de Outubro, até esta sexta-feira, na sua semana de luta reivindicativa. Além das acções de esclarecimento, tribunas, plenários e recolha de assinaturas ao abaixo-assinado, os estudantes também marcaram manifestações. Esta terça-feira, os estudantes protestaram na Escola Artística Soares dos Reis, no Porto, e montaram uma tribuna na ES Tomás Cabreira, em Faro. Para quarta-feira, há também uma tribuna no Liceu Camões, em Lisboa, e um protesto na ES Avelar Brotero, em Coimbra. Quinta-feira, será dia de concentração na Escola António Nobre, no Porto. Na sexta e último dia de luta, haverá uma concentração na ES da Quinta do Marquês, em Oeiras; uma tribuna na ES Leal da Câmara, em Sintra, destaca a Voz aos Estudantes entre as muitas iniciativas que decorrem em todo o país.
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