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Desemprego a subir

O aumento do desemprego tem a ver com a situação do surto epidémico e a aplicação de um Código de Trabalho que facilita a precariedade e os despedimentos, nomeadamente a pretexto da epidemia.

CréditosRodrigo Baptista / Agência LUSA

O Instituto Nacional de Estatística (INE) fixou em 7% a taxa de desemprego em Junho, o que representa um aumento de 1,1 pontos percentuais em relação a Maio e corresponde a uma perda de cerca de 180 mil empregos nos últimos quatro meses. Segundo os dados divulgados pelo INE, a taxa de subutilização de trabalho subiu para 15,4%, resultante do aumento do número de desempregados.

Números que, assumindo o aumento do desemprego, estão longe de traduzir a sua verdadeira expressão, que tem a ver, por um lado, com a situação do surto epidémico e, por outro, com a aplicação de um Código de Trabalho que facilita a precariedade e os despedimentos, nomeadamente a pretexto da epidemia.

Aliás, para além do desempego e da precariedade, os baixos salários e os cortes nos rendimentos, são problemas que exigem mudança de rumo nas opções políticas de fundo, no sentido de darem resposta à grave situação que os trabalhadores enfrentam.

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