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CPPC: Governo submete-se à «política de confrontação dos EUA, da NATO e da UE»

CPPC e CGTP convocam protesto «Paz Sim, NATO Não» para 8 de Julho, às 18h, em Lisboa e no Porto. Os membros da NATO são responsáveis por «mais de metade das despesas militares mundiais», mais do que os restantes 161 países da ONU. 

Criada em 1949, «alegando falsamente a “defesa do mundo livre”», a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) integrou entre os seus membros fundadores «a ditadura fascista e colonialista portuguesa e os maiores impérios coloniais da época, que reprimiam pela força os anseios libertadores dos povos colonizados», recorda o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), numa nota enviada à comunicação social.

É uma tradição que a NATO, um «instrumento de agressão, de guerra, de domínio dos EUA», aos dias de hoje, mantém: «tem sido cúmplice com o genocídio do povo palestiniano e com outras muitas outras agressões, de que são exemplo mais recente a agressão militar dos EUA e de Israel ao Irão ou a agressão militar de Israel ao Líbano e à Síria», acusa o movimento.

A cimeira da NATO em Ancara, Turquia (de 7 a 8 de Julho), é mais um passo no escalar do carácter agressivo e assediador da organização que junta 32 países. Em discussão vai estar «o incremento da militarização das relações internacionais, o aumento das já colossais despesas militares, a promoção da escalada armamentista, o prolongamento da política de confrontação e guerra – com as dramáticas consequências e os sérios riscos que comporta para toda a Humanidade». Os membros da NATO são responsáveis por uma despesa militar superior ao de 161 países da ONU juntos.

O actual Governo português, PSD/CDS-PP, segue a mesma linha da dos seus antecessores, desrespeitando abertamente a Constituição da República Portuguesa para se submeter à política de confrontação dos EUA, da NATO e da UE. Em resposta, o CPPC e a CGTP-IN estão a convocar protestos para o dia 8 de Julho, às 18h, em Lisboa (Largo José Saramago) e no Porto (Praça da Palestina), sob o lema «Paz Sim, NATO Não».

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