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Correios voltam a falhar objectivos de qualidade em 2017

Os CTT falharam cinco dos 11 objectivos de serviço público fixado pelo regulador para 2017, mas a penalização será insignificante. É o segundo ano consecutivo de incumprimento.

A loja dos CTT das Olaias, em Lisboa, foi encerrada sem aviso prévio. 19 de Janeiro de 2018
A loja dos CTT das Olaias, em Lisboa, foi encerrada sem aviso prévio. 19 de Janeiro de 2018CréditosManuel de Almeida / Agência LUSA

A decisão da Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom), divulgado ontem, aponta para o incumprimento dos mínimos relativamente a demora na entrega do correio azul no Continente e do correio transfronteiriço intracomunitário.

Estes são os indicadores que justificam a redução de 0,085 pontos percentuais ao aumento de preços máximo permitido para este ano, de 4,5% para 4,415%, até 1 de Outubro e apenas durante três meses. 

O ano passado foi o segundo em que os indicadores deixaram de ser unicamente medidos pelos CTT e também o segundo em que a empresa falhou os mínimos.

Houve ainda três indicadores em que os Correios falharam o objectivo, como na demora de encaminhamento do correio normal e no correio azul não entregue até dez dias úteis. No entanto, como os números ficaram acima dos mínimos, não há lugar a qualquer penalização.

O último ano foi marcado pelo encerramento de lojas dos CTT por todo o País e pelo anúncio de um plano de reestruturação que implica a saída de 800 trabalhadores até 2020.

Os CTT dispunham de uma rede de 608 lojas no final de 2017, menos 175 do que no final de 2011. Em 2012, entrou em funções o actual presidente do conselho de administração, Francisco Lacerda, nomeado pelo governo do PSD e do CDS-PP com o mandato de preparar a privatização da empresa, que viria a ocorrer no ano seguinte.

Os lucros da empresa desceram para 27 milhões de euros no ano passado, mas a administração decidiu distribuir pelos accionistas quase o dobro em dividendos – 57 milhões de euros.

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