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Reabertura da urgência pediátrica do Garcia de Orta sem data prevista

Após a reunião desta segunda-feira com a ministra da Saúde, o presidente da Câmara do Seixal lamentou a falta de acção do Governo e manifestou preocupação, por estar «em causa a saúde da população».

Joaquim Santos, presidente da Câmara Municipal do Seixal, reuniu-se esta segunda-feira com a ministra da Saúde
Joaquim Santos, presidente da Câmara Municipal do Seixal, reuniu-se esta segunda-feira com a ministra da Saúde Créditos / CM Seixal

Na semana passada, foram veiculadas notícias que davam conta da reabertura, já em Janeiro, da urgência pediátrica nocturna do Hospital Garcia de Orta, nomeadamente após uma reunião entre a ministra da tutela, Marta Temido, e a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros.

No entanto, no encontro de hoje com o autarca do Seixal, Joaquim Santos, a ministra confirmou ainda não existirem os meios humanos necessários para que a urgência possa funcionar, estando a decorrer um concurso para a entrada de cinco especialistas.

Em declarações à imprensa após a reunião, o presidente da autarquia seixalense afirmou que «não há uma data para a reabertura da urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta, ao contrário daquilo que eram as nossas expectativas».

«Há um mês, quando nos reunimos com a ministra da Saúde, ela transmitiu-nos que estava a trabalhar em soluções e que seria para breve a reabertura. Hoje, com grande tristeza e insatisfação, recebemos a notícia de que não se perspectiva para breve», disse, citado pela Lusa.

O autarca, eleito pela CDU, manifestou-se preocupado com uma situação que se arrasta desde meados de Novembro, frisando que «está em causa a saúde da população, que durante a noite não tem acesso à urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta» e tem de se «deslocar para outras unidades de saúde».

«Vínhamos hoje com a expectativa de que já houvesse uma solução, mas infelizmente isso não aconteceu, o que significa que o que foi feito até ao momento não foi suficiente para resolver o problema», denunciou, segundo uma nota enviada à imprensa pelo município seixalense.

O autarca, que disse não conseguir «perceber como é que, passado um mês desde a última reunião, ainda não existem medidas concretas e soluções adequadas», sublinhou que a Câmara Municipal a que preside irá «continuar a exigir que o Ministério da Saúde tome as providências necessárias para que a reabertura da urgência pediátrica aconteça o quanto antes» e mostrou-se disponível «para participar nas soluções que venham a existir», no âmbito das suas «competências».

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