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População de Famalicão não aceita ficar sem maternidade

A chuva desta terça-feira não demoveu os participantes da manifestação em defesa da maternidade de Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga, e pelo direito à saúde. 

Créditos / União dos Sindicatos do Distrito de Braga

Esta não foi a primeira iniciativa de protesto depois de, em Setembro, ter sido anunciado um documento a apresentar ao Governo sobre a «reorganização» da rede de urgências de obstetrícia e blocos de partos, que aponta para o encerramento de várias unidades de saúde, a nível nacional. 

A maternidade de Vila Nova de Famalicão é uma das ameaçadas, tendo em conta cálculos realizados pelos «peritos», como o número de partos anuais ser abaixo de 1000, argumentando-se o fecho com a existência de outras unidades, mas que estão a cerca de 30 quilómetros, no caso da Póvoa do Varzim, e a mais de 40, como o Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos. Acontece que os utentes de Famalicão já têm vindo a ser prejudicados por vários encerramentos de centros de saúde, como os de Landim e Arnoso Santa Maria, fruto de décadas de desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS). 

Esta terça-feira, a União dos Sindicatos do Distrito de Braga (USB/CGTP-IN), em conjunto com o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) e sindicatos da área da saúde, promoveu uma manifestação junto ao Centro Hospitalar do Médio Ave para exigir a manutenção da maternidade.

A iniciativa, realizada no âmbito da campanha nacional da CGTP-IN, de defesa e reforço do SNS, contou com intervenções de Isabel Camarinha, secretária-geral da Intersindical, Raquel Gallego (Sindicato dos Enfermeiros Portugueses), António Mendes (Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte), Lurdes Veiga (Movimento de Utentes dos Seviços Públicos), Mariana Silva (MDM) e Ana Paula Martins (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte). 

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