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Movimento denuncia «jogos de bastidores» para zipline sobre a praia da Nazaré

Apesar de a Câmara Municipal da Nazaré frisar que não há decisão final, a tirolesa de 700 metros sobre a praia já tem publicidade. «Alguém dá a decisão como finalizada há muito tempo», denuncia movimento.

«A Nazaré é o nosso condomínio natural e, como tal, responsabilidade de todos nós», defende o movimento
«A Nazaré é o nosso condomínio natural e, como tal, responsabilidade de todos nós», defende o movimentoCréditos

Em nota de imprensa, o Movimento Cívico pela Defesa do Promontório da Nazaré denuncia que, «em plena quarta-feira de cinzas», a população da vila costeira deparou-se com publicidade nas caixas de correio para o futuro zipline, cujo concurso ainda nem sequer está concluído.

Promovido por uma empresa que se identifica como «Voa Nazaré», que já tem uma página nas redes sociais desde 23 de Janeiro, o movimento afirma que o processo continua a sem qualquer transparência, não se conhecendo sequer «os responsáveis por detrás desta insensata iniciativa».

Recorde-se que em causa está o projecto de construção e utilização privada de uma zipline (tirolesa), para descida individual de pessoas por cabo aéreo, fixo desde o promontório do Sítio até à praia da Nazaré, numa extensão de mais de 700 metros.

Na última Assembleia Municipal, no dia 22 de Fevereiro, o movimento salienta que a Câmara da Nazaré foi interpelada sobre a questão, tendo esta respondido que «a decisão final ainda não está tomada, porque ainda não tinha sido comunicada pelo júri» o resultado do concurso, não podendo assim dar mais informações.

«No entanto, "alguém" dá já a decisão como finalizada há muito tempo. Alguém que continua a não dar a cara? Afinal, a decisão está ou não tomada há muito tempo e o concurso foi apenas para "inglês ver"?», questiona o movimento na nota.

Acusando a Câmara de manter «no segredo» a questão, o movimento cívico reitera que «transformar a Nazaré num parque de diversões não é o caminho do desenvolvimento nem da sustentabilidade» e que «a comunidade não pode aceitar estes "jogos de bastidores" que, para benefício imediato de "alguém", irão prejudicar o nosso património, a nossa paisagem, a nossa identidade».

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