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Movimento contesta instalação de slide para sobrevoar praia da Nazaré

«Aceita ter um cabo de aço com mais de 700 metros, durante 20 anos, esticado no céu, desde o Sítio da Nazaré ao Centro Cultural, sobre a praia e as nossas cabeças?» Movimento cívico já lançou petição.

«A Nazaré é o nosso condomínio natural e, como tal, responsabilidade de todos nós», defende o movimento
«A Nazaré é o nosso condomínio natural e, como tal, responsabilidade de todos nós», defende o movimentoCréditos

Entre outras acções que tem vindo a realizar desde o dia 14 de Outubro com o objectivo de informar e sensibilizar a população, o Movimento Cívico pela Defesa do Promontório da Nazaré realiza amanhã, pelas 15h30, uma conferência de imprensa no Forte de São Miguel Arcanjo, no Sítio da Nazaré. 

Em causa está a «triste ideia» da Câmara Municipal da Nazaré de implementar a construção e utilização privada de uma zipline (tirolesa), para descida individual de pessoas por cabo aéreo, fixo desde o promontório do Sítio até à praia da Nazaré, numa extensão de mais de 700 metros, para a prática de slide

O objectivo do Município passa por combater a sazonalidade turística da cidade mas o movimento duvida que a tirolesa traga «mais turistas e fomento económico». Na petição lançada em defesa do promontório da Nazaré, lança-se a pergunta: «Quantas pessoas se sentirão incomodadas e deixarão de ir à praia, quer seja por receio de falta de segurança, quer seja pelo incómodo visual e sonoro?»

E acrescenta: «Ao contrário do que o actual executivo camarário defende, o potencial turístico da Nazaré reside precisamente na defesa deste património natural e paisagístico, que está referenciado como geo-sítio de relevância nacional.»

O grupo de trabalho, que também já criou página no Facebook, adianta que a instalação da tirolesa vai «interferir destrutivamente no património geológico e na paisagem do promontório e praia, imagem icónica da Nazaré», ao mesmo tempo que «põe em causa» o ecossistema da fauna e flora existente. 

«A Nazaré é um desses lugares míticos privilegiados pela Natureza, que cada vez mais se está a transformar numa feira popular, caótica e desordenada, acabando-se por destruir a sua beleza natural e, consequentemente, prejudicar o fluxo turístico e a economia local. É matar a galinha dos ovos de ouro», denuncia.

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