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Má gestão do executivo do PS continua a repercutir-se nos eborenses

A água e o saneamento de Évora vão aumentar 10% em 2020. O presidente da Câmara lembra que tal resulta das obrigações assumidas pelo anterior executivo e regista as negociações efectuadas para conter os aumentos.

Fachada do edifício da Câmara Municipal de Évora. 28 de Dezembro de 2017
Fachada do edifício da Câmara Municipal de Évora. 28 de Dezembro de 2017CréditosNuno Veiga / Agência Lusa

Segundo revelou esta terça-feira o presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá (CDU), as tarifas da água e do saneamento no concelho de Évora vão aumentar «10% em termos globais e médios» no início de 2020.

O aumento decorre do contrato de empréstimo assinado pelo anterior executivo com o governo, designado Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), que impõe um conjunto de obrigações (como a aplicação da taxa máxima do imposto municipal sobre imóveis – IMI) e de sanções, caso o Município não cumpra com o estipulado, e agora também do Plano de Saneamento Financeiro.

Em causa, a «desastrosa situação económica e financeira do Município, existente no final do anterior mandato autárquico», em Outubro de 2013, lembra a autarquia numa nota publicada na sua página na internet, que levou à declaração pelo governo de que o Município estava em desequilíbrio financeiro estrutural.

Carlos Pinto de Sá regista que o Município está «obrigado a seguir as orientações da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR)», por causa do PAEL, apesar de o programa estar «em fase final de liquidação».

Ressalva, no entanto, que, «se tivéssemos aceitado o aumento que era proposto, teríamos aumentos de 40% ao ano durante cinco anos». Por outro lado, acrescenta, o Município «contestou e conseguiu reduzir os valores dos aumentos de forma a que pudessem ter menos impactos».

Os aumentos agora aprovados são «percentualmente significativos», reconheceu o edil, notando, contudo, que «Évora tem das tarifas de água mais baixas do País» e que, no global, «são valores relativamente pequenos».

«Sem contar com as tarifas fixas e outras que são impostas pelo Estado, um consumidor com cinco metros cúbicos de água paga actualmente 1,90 euros e vai passar a pagar 2,20 euros e um que gasta 16 metros cúbicos paga 19 euros e vai passar a pagar cerca de 21 euros», exemplificou.

«Estamos a falar de aumentos que, tendo algum significado, procurámos conter dentro das obrigações que temos quanto à situação de desequilíbrio financeiro em que a Câmara foi declarada», acrescentou.

A actualização das tarifas para 2020 foi aprovada, por maioria, na mais recente reunião pública de Câmara, com os votos a favor dos quatro vereadores da CDU, a abstenção dos dois do PS e o voto contra do único eleito do PSD.


Com agência Lusa

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