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Lusitano Clube novamente em risco

A colectividade centenária, que em 2017 sofreu uma acção de despejo, vai rescindir o contrato de arrendamento com a Câmara de Lisboa porque não consegue pagar a renda mensal de quase mil euros. 

Créditos / Shifter

A Colectividade de Cultura e Recreio, fundada em 1905, esteve em Alfama durante 111 anos e dez dias (ver trailer de documentário abaixo) a promover a cultura e aproximar as gentes do bairro, até que em 2017 sofreu uma acção de despejo, fruto da especulação imobiliária e da gentrificação.

Tendo em conta a importância da actividade aí desenvolvida, a Câmara Municipal de Lisboa arrendou um espaço, mais pequeno, ao Lusitano Clube na Rua das Escolas Gerais. Volvido este tempo, e depois da realização de obras de melhoramento das instalações, no valor de 16 mil euros, a colectividade vê-se obrigada a rescindir o contrato de arrendamento, dada a impossibilidade de continuar a pagar a renda de 985 euros mensais. 

Segundo denúncia dos vereadores do PCP, que já solicitaram esclarecimentos à Câmara de Lisboa sobre este assunto, a situação que o País atravessa trouxe problemas acrescidos a estas colectividades, não permitindo uma actividade regular das suas actividades nos bairros históricos de Lisboa.

Os eleitos questionam o Município sobre que medidas foram ou vão ser tomadas para impedir o encerramento do centenário Lusitano Clube. Relativamente às obras de melhoramento do espaço, indagam se o Município pondera ressarcir a colectividade das despesas realizadas.  

Tendo em conta a importância social, cultural e económica das colectividades de cultura, recreio e desporto na cidade, recordam que a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou em Outubro de 2018, por proposta dos vereadores comunistas, que a Câmara desse total apoio ao Lusitano Clube para que, em diálogo com este, fosse encontrada uma solução que permitisse a continuação da sua existência.

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