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CTT: País luta contra encerramento de estações

A notícia do encerramento de 22 estações dos CTT tem provocado protestos, um pouco por todo o País. Esta segunda-feira, pelas 9h30, está agendada uma concentração junto à estação da Galiza, no Porto. 

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CréditosJosé Coelho / Agência LUSA

O plano de «reestruturação» avançado pelo grupo CTT no final de 2017, foi tornado público no início deste ano e são 22 as lojas marcadas para fechar portas ou, na linguagem do grupo, «optimizar a cobertura da rede». 

Junto à loja da Galiza, uma das três da Invicta que receberam a notícia de encerramento, realiza-se amanhã uma concentração com a participação da vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, e de deputados do Grupo Parlamentar do PCP, eleitos pelo círculo eleitoral do Porto, designadamente Diana Ferreira e Jorge Machado.

Num comunicado enviado às redacções, o Movimento de Utentes do Distrito do Porto refere que, a ser concretizado, o encerramento das estações «representa uma autêntica amputação num serviço que está presente no dia-a-dia dos portugueses, nomeadamente dos idosos e reformados, que deixarão assim de usufruir de um serviço essencial de proximidade, como tem sido referido por muitos utentes, que já se queixam de não aparecerem as cartas para pagar a luz, irão desesperar pela chegada das suas parcas reformas e ainda suportarão despesas acrescidas com deslocações para receber a sua pensão».

Na passada sexta-feira, a população concentrou-se em frente aos Correios da Areosa, no Porto, para defender a manutenção da loja.

No mesmo dia, a população de Alpiarça protestou contra o encerramento da Estação dos Correios da vila, «única na área do concelho», e lançou um abaixo-assinado. 

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Alpiarça exige o «funcionamento pleno» da Estação dos Correios. Ao mesmo tempo, recorda que, «não existem na proximidade outras alternativas, muito menos que permitam a prestação completa dos referidos serviços, com a agravante de ser a Estação dos CTT de Alpiarça o local onde milhares de pessoas, na maioria idosas, levantam as suas reformas e tratam de outras componentes sociais».     

Mais a Sul, o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, divulgou na semana passada as diligências feitas pelo município contra o encerramento do balcão dos CTT de Aldeia de Paio Pires

Num comunicado da autarquia lê-se que: «A Câmara Municipal do Seixal solicitou uma reunião à Administração dos CTT, por considerar esta medida lesiva dos interesses da população e contrária ao desenvolvimento do concelho, tendo solicitado também uma reunião ao ministro do Planeamento e Infraestruturas enquanto responsável político por este sector, para manifestar o repúdio por mais uma situação de desinvestimento no concelho do Seixal, em defesa de um serviço que deverá ser assegurado em condições de igualdade a todos os cidadãos, sem discriminação de qualquer espécie».

O município admite não entender a «lógica de encerramento» de balcões dos CTT. No caso concreto de Aldeia de Paio Pires, onde vivem cerca de 15 mil habitantes, «com um número significativo de pessoas com dificuldades de mobilidade», a indignação surge também pelo facto de aí estarem sedeados «os principais parques industriais do concelho do Seixal e nos quais está prevista a instalação de novas empresas a breve prazo». 

No Algarve, no próximo dia 15 de Janeiro, às 15h30, está marcada uma tribuna pública em frente à estação dos correios de Loulé (Avenida), de denúncia e combate ao encerramento dos serviços. 

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