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Costa foi a Beja, mas «não falou» dos problemas de quem lá vive

A denúncia é dos cabeças de lista da CDU às câmaras do distrito, que criticam a «estagnação» de investimentos públicos ao nível das acessibilidades e o despovoamento.

Créditos / Rádio Pax

Esta terça-feira, o secretário-geral do PS passou por Beja e, «contrariamente ao que vem anunciando e prometendo nas suas recentes intervenções por todo o País, nada disse sobre os nossos problemas», afirmam os candidatos num comunicado enviado às redacções.

As críticas recaem de modo particular sobre a «estagnação» do «triângulo das acessibilidades estruturantes» neste distrito do Baixo Alentejo, com destaque para o Itinerário Principal (IP) 8, o aeroporto e a ferrovia, que, dizem, «são parte da responsabilidade sobre a falta de atractividade e quebra das espectativas que levam ao despovoamento».

A par da perda populacional, com o distrito de Beja a registar menos três a quatro pessoas por dia nos últimos anos, aponta-se o desaproveitamento das potencialidades da região.

«Temos um IP8 inacabado e sem uma garantia de que será respeitado o projecto inicial constante do plano rodoviário que ligaria Sines a Vila Verde de Ficalho», denuncia o documento, que dá conta também da existência de outras acessibilidades regionais «em muito mau estado».

Um aeroporto «sem aviões e sem um modelo ou sequer proposta relativamente ao seu futuro» e uma linha férrea e composições «completamente ultrapassadas» são, juntamente com a perda da ligação directa a Lisboa e de «nada» ser dito sobre a ligação ao Algarve, outras das críticas apontadas.  

Os candidatos entendem que por estas razões vão-se perdendo utentes, «obrigados» a procurar alternativas, responsabilizando os sucessivos governos do PS, do PSD e do CDS-PP, «que em nada contribuíram para alterar até hoje esta realidade».

Não obstante Portugal ter-se convertido num país desigual e dependente, cada vez mais divergente da média da União Europeia e com um aparelho produtivo fragilizado, António Costa defendeu ontem, em Beja, que é «fundamental» que os próximos autarcas não sejam «contra a União Europeia», mas percebam que ela é «o espaço de desenvolvimento do País».

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