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Açores: maioria absoluta não é solução

Na recta final da campanha para as eleições regionais, discute-se o fim da maioria absoluta do PS, abrindo, desta forma, mais possibilidades de se aprovarem medidas necessárias a favor dos trabalhadores açorianos.

Ilha da Graciosa, Açores
Ilha da Graciosa, Açores CréditosEduardo Costa / Lusa

Realizam-se, este domingo, as eleições para a Assembleia Regional dos Açores, onde os mais de 228 mil eleitores inscritos irão eleger 57 deputados, distribuídos por dez círculos eleitorais: nove coincidentes com cada uma das ilhas e um círculo regional de compensação, que soma os votos que não permitirem eleger deputados nos círculos eleitorais de ilha.

O PS, que governa a região há 24 anos, renovou nas últimas eleições a maioria absoluta conquistando 30 dos 57 lugares da Assembleia Legislativa dos Açores, enquanto o PSD, o maior partido na oposição, obteve 19 mandatos. O CDS-PP elegeu quatro deputados, o BE dois, enquanto o PCP e o PPM obtiveram um mandato cada.

Nestas eleições, que servem para eleger deputados e não o presidente do governo regional, mais do que se saber quem vai ser o partido mais votado importa perceber se a correlação de forças que se vai estabelecer no parlamento açoriano impedirá uma nova maioria absoluta do PS, cumprindo um objectivo dos partidos da oposição e abrindo, desta forma, mais possibilidades de se aprovarem medidas necessárias a favor dos trabalhadores açorianos.

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