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|Cuba

Governo cubano denuncia nova campanha de descrédito lançada pelos EUA

A Casa Branca «agiu mais uma vez com intenção premeditada, na sua ânsia de criar pretextos para desacreditar a Revolução Cubana, a sua liderança histórica, os seus dirigentes», denuncia o governo revolucionário.

Cuba Pinar del Río Raúl Castro
Créditos / @GrandaMorejon

Com isso, pretende «confundir tanto o nosso povo como a opinião pública internacional», sublinha o executivo de Cuba numa declaração publicada esta terça-feira no diário Granma.

«Tudo faz parte de um plano elaborado por ideólogos da extrema-direita cubano-americana, que se orgulham de ser criativos e imprevisíveis», e cuja estratégia se centra no recurso a instrumentos que «incrementem de forma extrema e inusitada a política de máxima pressão».

De acordo com a declaração oficial – intitulada «Cuba, o GAE e os Estados Unidos: anatomia de uma calúnia de Estado» –, é nesse plano que se integram as mais recentes sanções impostas a Cuba, a 1 de Maio último.

«A Ordem Executiva 14404 identifica o Grupo de Administração Empresarial (GAE) como alvo, desta vez em conjunto com as chamadas sanções secundárias, dirigidas a qualquer actor estrangeiro que realize qualquer tipo de operação com este Grupo, colocando a ênfase na pressão contra as instituições financeiras», explica o texto.

«Trata-se da escalada mais intensa, desproporcional e perigosa na história recente das relações entre Cuba e os Estados Unidos», frisa o governo cubano.

De acordo com o documento, «o objectivo deliberado é isolar o país de forma diplomática, comercial, financeira e energética; tornar impossível a sustentabilidade da nação; condicionar o diálogo e avaliar variantes de agressão militar».

«Precisam de construir e consolidar uma narrativa de descrédito reputacional contra todas as instituições que constituem o suporte do nosso projecto social», denunciam as autoridades da Ilha, para explicar que «o GAE nasceu em pleno Período Especial para enfrentar a guerra económica, com uma visão criativa, única, autóctone e genuinamente cubana».

Neste sentido, explicam que o seu propósito foi sempre o de «reunir empresas com capacidade de gerar divisas e recursos de que o Estado necessita para manter e desenvolver as conquistas sociais e contribuir para a promoção de sectores e ramos da vida nacional».

Inúmeros serviços prestados a Cuba

«São incontáveis os serviços prestados à Pátria pelo GAE. Os contributos materiais e financeiros desta organização podem ser observados em diversos exemplos: na construção de mais de 10 mil casas em várias províncias do país, na criação de um acampamento de pioneiros e programas de férias para crianças, e no modo como a economia cubana se manteve durante os anos da pandemia de Covid-19», defende o texto.

Os frutos desta actividade empresarial foram também destinados a investimentos na central termoeléctrica Lidio Ramón Pérez de Holguín, à concepção e consolidação de importantes obras hidráulicas, para benefício de milhões de cubanos, revela o governo da maior ilha das Antilhas, referindo-se igualmente a investimentos e remodelações efectuados em policlínicas, consultórios de médicos de família e escolas.

«Todas estas actividades foram sistematicamente reportadas à direcção do Partido, ao Estado e ao Governo e, em todos os casos, sujeitas à mais rigorosa supervisão e auditoria por parte das autoridades e mecanismos competentes», afirma o texto.

«O GAE não é uma estrutura opaca, nem paralela ao Estado cubano; pelo contrário, tem sido uma resposta bem coordenada e comprovadamente eficaz ao bloqueio económico que historicamente procurou sufocar a Revolução Cubana», enfatiza.

O GAE não é obra do secretismo ou de elites

«Milhares de homens e mulheres foram, ao longo destes últimos 30 anos, os guardiões anónimos dos recursos da nação e merecem reconhecimento», afirma o documento, frisando que, apesar de o seu trabalho não ter sido suficientemente divulgado, «fala por si, sobrepondo-se à calúnia de Estado orquestrada a partir de Washington».

«Hoje, quando a vontade do povo cubano se expressa num processo de mudança, contido no Programa Económico e Social do Governo, esta organização participa activamente nas transformações do sistema empresarial do país», refere a declaração.

O governo cubano sublinha que «o GAE não é obra do secretismo, nem de elites, e não é, certamente, um meio de enriquecimento para uns poucos. Pelo contrário, é um de tantos exemplos que, ao longo do nosso caminho, nos permitiram resistir à constante agressão do governo dos Estados Unidos».

«A sua história foi construída, nas palavras do líder da Revolução Cubana, General do Exército Raúl Castro Ruz, "sem o mínimo desejo de protagonismo, como se fazem as coisas sérias"», afirma o governo da Ilha.

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