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|Médio Oriente

EUA atacam ilha iraniana de Qeshm após Teerão ter proposto a reabertura de Ormuz

As forças norte-americanas realizaram esta noite um novo ataque militar contra alvos na ilha de Qeshm, ponto estratégico do Estreito de Ormuz, poucas horas após o Irão demonstrar abertura diplomática para negociar a abertura do estreito.

Créditos / PDM

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão tinha apresentado, pouco antes dos bombardeamentos, a possibilidade de abrir o Estreito de Ormuz no prazo de dois dias e retomar as negociações com os EUA. 

As contrapropostas apresentadas por Teerão incluíam o fim do bloqueio naval aos navios persas, a suspensão gradual das sanções económicas ao Irão e o descongelamento dos activos soberanos iranianos no estrangeiro, assim como fim da guerra em todas as frentes, incluindo as agressões aos países aliados, como o Líbano e a Palestina. Mas Washington optou pela via da força. 

A administração de Donald Trump tomou a decisão de cumprir a ameaça que fez no encerramento da campanha para as intercalares desta terça-feira, e justificou o ataque com «ameaças à segurança». A poucas horas da abertura das urnas, em declarações à Fox News, o Presidente dos EUA considerou a guerra com o Irão «muito branda».

Analistas internacionais apontam que a repetição de ataques cirúrgicos e operações encobertas por parte de Washington, mesmo quando Teerão demonstra abertura para negociar o desbloqueio energético e comercial, demonstra a relutância da superpotência em abandonar a lógica da pressão máxima e da coerção militar no Médio Oriente, colocando em risco os frágeis equilíbrios geopolíticos da região. 

Por outro lado, verifica-se que as grandes empresas petrolíferas e energéticas dos EUA, como a ExxonMobil e a Chevron, têm beneficiado financeiramente da guerra e registado lucros extraordinários. Impulsionada pela guerra desencadeada pelos EUA e por Israel contra o Irão, a indústria petrolífera e de gás dos EUA acumulou mais de 130 mil milhões de dólares em lucros, entre Abril e Setembro deste ano. O valor compara com os 47 mil milhões de dólares registados por estas empresas no mesmo período de 2025.

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