Numa publicação divulgada terça-feira à noite na sua conta de Twitter (X), Miguel Díaz-Canel afirmou que «a mentira é o recurso de quem se recusa a aceitar o direito à livre determinação do povo cubano».
O chefe de Estado sublinhou que o país caribenho continuará «a lutar pela paz, a defender a [sua] soberania e a trabalhar conjuntamente para superar a agressão desapiedada que o governo norte-americano impõe» a Cuba.
Ao intervir na sessão de alto nível do 81.º período de sessões da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, Donald Trump abordou a questão do hemisfério ocidental e do mapa que mudou, e, nesse contexto, voltou a reiterar que «Cuba é um Estado absolutamente falhado».
Bruno Rodríguez, ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, reagiu de imediato na sua conta de Twitter (X), afirmando que «o governo dos EUA se mostra incapaz de aceitar que Cuba é, e tem o direito de ser, um país plenamente independente e soberano».
O diplomata advertiu que «nenhuma das falsidades do presidente dos EUA na ONU e nenhuma calúnia podem ou poderão negar esse facto».
«Cuba não é uma ameaça para os EUA nem para nenhum [outro] país», afirmou Rodríguez, sublinhando que «o bloqueio económico, incluindo o cerco energético, ameaça Cuba e o resto dos países».
«É um acto de genocídio e punição colectiva. Somos um país de paz e merecemos a paz», declarou.
Agradecimentos a Brasil, Angola e Suriname
Na mesma plataforma digital, o diplomata cubano agradeceu as palavras do presidente do Brasil, Lula da Silva, ao intervir na Assembleia Geral das Nações Unidas.
Lula denunciou que, «em Cuba, o mundo assiste estarrecido à punição colectiva imposta a dez milhões de pessoas por um embargo económico e um cerco energético ilegais».
Rodríguez agradeceu também as palavras proferidas pelo presidente de Angola, João Lourenço, ao denunciar o bloqueio imposto pelos EUA, que «se prolonga e agrava as condições de vida do povo cubano».
«Cuba não é um Estado terrorista. Não produz nem possui armamento nuclear, armas químicas ou bacteriológicas que possam constituir uma ameaça iminente ou real para a segurança nacional de outros países, nem mesmo de países vizinhos», declarou o chefe de Estado angolano.
Por seu lado, a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, falou no povo de Cuba, «um país das Caraíbas que se vê prejudicado pela situação actual», e apelou ao fim do bloqueio económico, comercial e financeiro que os EUA impõem à Ilha há mais de seis décadas.
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui