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Cuba prepara o início do novo ano lectivo em condições difíceis

A Ilha está a ultimar os detalhes para o início do ano lectivo 2026-2027 no meio das difíceis condições que o país enfrenta, devido ao endurecimento do bloqueio imposto pelos EUA e ao cerco energético.

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Créditos Juan Pablo Carreras / acn.cu

A ministra da Educação, Naima Trujillo Barreto, afirmou que o ano lectivo que começa a 1 de Setembro será muito complexo, mas, com a participação activa dos professores e o apoio de vários sectores da sociedade, famílias e comunidades, todo o processo poderá ser gerido de forma eficaz.

Numa reunião com responsáveis ​​da área da educação na província oriental de Las Tunas, esta segunda-feira, a ministra sublinhou que está a ser elaborado um calendário escolar para chegar a todos os lugares e a todas as crianças, e garantir que todos os aspectos do ano lectivo são adaptados às circunstâncias actuais.

É preciso continuar a celebrar esta conquista da Revolução, reconhecida em todo o mundo graças ao extraordinário trabalho da pedagogia cubana, disse Trujillo Barreto, citada pela Agencia Cubana de Noticias (ACN).

A ministra, que está a percorrer várias províncias para acompanhar os preparativos do novo ano lectivo, enfatizou na cidade de Guantánamo, este domingo, que o início do ano escolar será uma grande festa em todo o país.

Apesar da difícil situação que o país enfrenta, serão satisfeitas as principais necessidades educativas das crianças e adolescentes, adaptadas à realidade de cada instituição e comunidade, afirmou.

A titular da pasta salientou ainda a importância do acompanhamento personalizado aos alunos vulneráveis ​​e incentivou a utilização dos canais existentes para comunicar as propostas das famílias para melhorar o processo de ensino e aprendizagem, marcado pela flexibilidade e a adaptação às circunstâncias específicas da actual conjuntura.

Garantir a disponibilidade de recursos

Entretanto, a província de Holguín concentra os seus esforços em garantir a disponibilidade de recursos materiais, humanos e metodológicos.

Como estratégia face ao complexo contexto energético nacional, foram criadas 156 zonas educativas nos conselhos populares, com o objectivo de descentralizar a organização e a coordenação dos recursos disponíveis, e garantir a presença física dos alunos, informou o director-geral de Educação de Holguín, Luis Felipe Batista Rodríguez.

O responsável explicou que, para facilitar esta abordagem, foram tomadas medidas como a transferência dos alunos para centros de ensino mais próximos das suas casas, onde serão instaladas salas de aula, será ministrado ensino à distância e será reforçada e melhorada a experiência prática no seio de diversas organizações.

O governo cubano destina anualmente uma quantidade considerável de recursos financeiros, materiais e humanos para garantir o direito à educação. No entanto, os serviços prestados são afectados pelo bloqueio económico, comercial e financeiro imposto por Washington, que se traduz em carências quotidianas.

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