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China anuncia sanções contra ONG norte-americanas em resposta a «ingerência»

A China anunciou esta segunda-feira sanções contra várias organizações não governamentais dos EUA, em resposta à legislação de carácter «intervencionista» aprovada em Washington sobre Hong Kong.

Manifestante em Hong Kong
Manifestante em Hong Kong Créditos / South China Morning Post

O governo chinês decidiu aplicar sanções a diversas organizações não governamentais (ONG) norte-americanas pelo seu papel nos violentos protestos em Hong Kong, revelou hoje em conferência de imprensa Hua Chunying, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Entre as entidades visadas contam-se a National Endowment for Democracy (NED), o National Democratic Institute for International Affairs, o International Republican Institute, a Human Rights Watch e a Freedom House.

Estas organizações «detêm grandes responsibilidades na situação caótica de Hong Kong e devem ser sancionadas e pagar o preço», disse, citada pela agência Xinhua.

De acordo com Hua, existem muitos factos e provas que demonstram o apoio variado dessas instituições aos protestos violentos anti-China na região administrativa especial de Hong Kong, do seu encorajamento a «comportamentos criminosos extremos e violentos», e da instigação a «actividades separatistas».

Além destas medidas punitivas, o país asiático decidiu ainda suspender a apreciação de qualquer pedido, por parte dos navios e aeronaves militares norte-americanos, para fazer escala no território.

Hua, que instou Washington a «corrigir os seus erros» e a deixar de interferir em Hong Kong e noutros assuntos internos da China, afirmou que o seu país «tomará outras medidas necessárias» e «defenderá com firmeza a prosperidade e a estabilidade em Hong Kong, bem como a soberania nacional».

Pequim cumpre desta forma a promessa de responder à promulgação por Donald Trump, no passado dia 27, do chamado Hong Kong Human Rights and Democracy Act, que fora aprovado dia 19, por unanimidade, no Senado e, no dia seguinte, por 417 votos contra um, no Congresso.

O projecto, que agora é lei, exige uma avaliação anual da autonomia de Hong Kong, ficando a China sujeita à ameaça de imposição de sanções e medidas restritivas se os resultados forem considerados desfavoráveis, bem como no caso de «violações dos direitos humanos em Hong Kong».

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