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Campanha «Fora, Bolsonaro» volta às ruas pela democracia e contra a violência

As frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular agendaram mobilizações para 6 de Agosto e 10 de Setembro, convocando a população a deter o golpismo de Bolsonaro e o ódio político que ele estimula.

Diante da iminente derrota iminente, «Bolsonaro subiu o tom de suas ameaças golpistas», alertam os movimentos que integram a campanha 
Diante da iminente derrota iminente, «Bolsonaro subiu o tom de suas ameaças golpistas», alertam os movimentos que integram a campanha CréditosJoana Berwanger / Sul 21 / Rede Brasil Atual

Movimentos sociais que integram a campanha «Fora, Bolsonaro» decidiram voltar às ruas, na sequência das «ameaças à democracia» por parte do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e seus apoiantes.

Com o lema «Voltar às ruas em defesa da democracia e de eleições livres e contra a violência política», a campanha agendou mobilizações em todo o país – e no estrangeiro – para os dias 6 de Agosto e 10 de Setembro.

A decisão foi tomada após uma reunião, na sexta-feira passada, em que participaram representantes de sindicatos, movimentos populares e colectivos que integram as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, informa a Rede Brasil Atual.

Para os organizadores da campanha, «Bolsonaro subiu o tom de suas ameaças golpistas». Apontam a reunião com embaixadores no país, na semana passada, em que o presidente brasileiro «voltou a atacar o sistema eleitoral». Nesse sentido, alertam: «Enfraquecido, (Bolsonaro) busca construir condições para questionar o resultado das urnas.»

No domingo, durante a convenção que oficializou a sua candidatura à Presidência da República, Bolsonaro voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) e convocou os seus apoiantes para uma nova manifestação «golpista» no dia 7 de Setembro (dia do bicentenário da independência do Brasil), depois das realizadas no ano passado, em que, segundo revelou a imprensa, foi pedida a intervenção dos militares e o encerramento do STF.

Aumento da violência

A campanha «Fora, Bolsonaro» também chama a atenção para o aumento da violência política no país sul-americano. Refere, concretamente, o assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu (Paraná), no início deste mês. O militante do Partido dos Trabalhadores (PT) foi morto por um bolsonarista, durante a festa dos seus 50 anos, que tinha como tema o ex-presidente Lula da Silva.

Nos últimos tempos, lembra a Rede Brasil Atual, a campanha de Lula foi alvo de vários ataques. No Rio de Janeiro, também no início deste mês, um homem atirou uma bomba caseira contra manifestantes que acompanhavam uma iniciativa do ex-presidente. Antes disso, em Campinas (São Paulo), apoiantes de Bolsonaro chegaram a cercar o carro em que Lula se deslocava. Em Junho, um drone lançou uma substância malcheirosa sobre militantes que aguardavam a chegada do ex-presidente em Uberlândia (Minas Gerais).

A campanha alerta ainda para o avanço da «violência racista, homofóbica e machista». «Tudo isso é estimulado cotidianamente pelo discurso autoritário de Bolsonaro e seus apoiadores», denuncia.

Neste contexto, a Campanha «Fora, Bolsonaro», que, «desde seu surgimento tem cumprido um importante papel na mobilização em defesa da vida, da democracia e dos direitos», considera necessário retomar as mobilizações de rua unitárias, naquilo que classifica como «uma grande campanha em defesa da democracia, por eleições livres e contra a violência política».

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