«Estamos a aumentar a nossa meta para 150 mil dólares para enviar mais ajuda àqueles que enfrentam apagões, escassez e danos causados pelos furacões», divulgou este sábado na sua conta de Twitter (X) a organização The People’s Forum, que, juntamente com o Projecto Hatuey e o Partido pelo Socialismo e a Libertação (PSL), é responsável por este esforço coordenado.
O objectivo inicial dos promotores era juntar 100 mil dólares para a compra de alimentos e geradores de electricidade, para depois os enviar a Cuba, num contexto de emergência energética associada à passagem de um furacão pela região oriental do país.
No texto que serve de fundamento à recolha de fundos, as três organizações norte-americanas explicam que, «neste momento, Cuba enfrenta uma grave situação de crise. No meio de um apagão eléctrico devastador, de um furacão e do bloqueio brutal em curso dos EUA, o povo cubano enfrenta condições urgentes que ameaçam a sua vida».
O documento sublinha a grave situação que Cuba atravessa, decorrente dos desastres naturais e da tentativa deliberada do governo dos EUA de estrangular a economia cubana e de limitar a sua capacidade de comércio. Por isso, os promotores destacam: «Devemos agir agora.»
«O povo cubano é resistente. Enfrentaram mais de 65 anos de um cruel bloqueio norte-americano, mas este momento é único: a tripla ameaça de bloqueio, furacão e apagão torna este momento especialmente urgente», alertaram.
Na passada terça-feira, a organização anti-imperialista The People’s Forum publicou uma carta no diário The New York Times a exigir ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que, nos seus últimos 90 dias no cargo, reverta a «brutal política» de Donald Trump em relação a Cuba.
Em mais de seis décadas, o bloqueio custou a Cuba mais de 164 mil milhões de dólares em danos, incluindo cerca de cinco mil milhões de dólares em perdas apenas no último ano (de Março de 2023 a Fevereiro de 2024), refere a missiva, antes de relembrar que, ano após ano, os Estados Unidos ficam isolados na Assembleia Geral da ONU, com o mundo a condenar a sua política unilateral e hostil.
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