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|País Basco

Artes Gráficas da Biscaia novamente em greve, contra o bloqueio das negociações

Denunciando a atitude de bloqueio do patronato e reafirmando a luta por um acordo «digno» no sector, LAB, ELA, CCOO e UGT anunciaram, esta quinta-feira, três jornadas de greve em Junho.

Os trabalhadores das Artes Gráficas na província basca lutam por um acordo que garanta melhorias Créditos / LAB

Numa conferência de imprensa em Bilbau, as organizações sindicais tornaram pública a convocatória de greve para os dias 11, 12 e 13 de Junho no sector das Artes Gráficas na Biscaia.

Ali, denunciaram a atitude de bloqueio por parte da associação patronal biscainha – Cebek – e a forte adesão registada nos quatro dias de greve que tiveram lugar em Abril e Maio, nos quais «a produção das empresas mais importantes do sector esteve parada».

Aquilo que os trabalhadores pretendem é claro: recuperar o acordo sectorial, caducado desde 2011, «mas com melhorias e não cortes, como pretende o patronato». Entre outros aspectos, reivindicam a garantia do poder de compra, garantias de aplicação do acordo, redução da jornada laboral, limites à precariedade, e melhoras no que respeita a licenças e conciliação familiar.

No passado dia 27 de Maio, afirmaram, «o patronato teve a oportunidade de apresentar avanços substanciais na mesa de negociação», de modo a chegar a bom porto.

No entanto, as propostas ficaram muito aquém de garantir o poder de compra dos trabalhadores do sector, e ainda continham aspectos «regressivos», destacaram.

Depois disto, o patronato não quis marcar uma nova data para ouvir as propostas da plataforma sindical, que reafirma a aposta clara na negociação.

«É indiscutível que os quatro sindicatos representados no sector das Artes Gráficas mostraram e mantêm uma clara vontade de negociação, mas, perante a atitude do patronato, não têm qualquer dúvida de que é forçoso complementá-la com a continuidade da luta e a mobilização», afirmam.

«Os trabalhadores do sector merecem, antes de tudo, um patronato responsável e este não o está a ser», sublinham os sindicatos, que apelam à participação massiva nas três jornadas de greve e mobilização agora agendadas.

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