Moçambique tornou-se o 83.º estado a assinar o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPAN) promulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Julho de 2017.
Trata-se do sétimo país de língua portuguesa a assinar o tratado, depois de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
De fora do tratado, na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), continuam Portugal e a Guiné Equatorial.
Segundo a agência Pressenza, a Campanha para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN, de International Campaign to Abolish Nuclear Weapons) felicitou num ‘tweet’ as autoridades do país africano e, em particular, o compromisso contínuo dos militantes locais antinucleares.
Recorde-se que a ICAN recebeu o Prémio Nobel da Paz em 2017, precisamente pela actividade desenvolvida em prol da abolição de armas nucleares.
O TPAN foi ratificado até agora por 44 países, dos 50 necessários para que entre em vigência. Pela primeira vez na história declaram-se as as armas nucleares ilegais e imorais. Pela primeira vez na história, pretende-se impedir a sua construção e, consequentemente, o seu uso.
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