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|Palestina

«Agressão israelita a Gaza expôs a hipocrisia do Ocidente»

O ministro sírio dos Negócios Estrangeiros afirmou que a agressão israelita a Gaza evidenciou a falsidade dos lemas dos países ocidentais e desmascarou as suas mentiras, hipocrisia e falta de valores humanos.

Rapaz palestiniano no meio de uma casa destruída em Nuseirat, no Centro da Faixa de Gaza Créditos / PressTV

O genocídio em curso em Gaza também comprovou a flagrante parcialidade do Ocidente em relação ao ocupante israelita, à custa do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas, declarou esta quarta-feira Faisal al-Mekdad.

Este posicionamento do ministro sírio foi expresso ontem em Nova Iorque, na reunião ministerial do Conselho de Segurança das Nações Unidas dedicada à situação no Médio Oriente, pelo representante permanente do país árabe junto da ONU, Qusay al-Dahhak.

Al-Mekdad recordou os alertas reiterados por parte de Damasco para as consequências desta agressão e dos ataques a território sírio, «e pediu ao Conselho que os trave, mas Washington impediu que o fizesse, numa clara violação das suas obrigações como membro permanente» do órgão.

Além disso, refere a Sana, denunciou o facto de Israel ter incrementado deliberadamente a sua escalada ao máximo, também contra a Síria e o Líbano, e lamentou que o sistema de segurança colectiva estabelecido pela Carta das Nações Unidas não tenha conseguido obrigar as autoridades de ocupação a travar de forma imediata as suas atrocidades e massacres diários.

No texto, al-Mekdad pergunta por que razão os países ocidentais mantêm silêncio em relação aos crimes de guerra e contra a humanidade cometidos por Israel, mas se mobilizam e tomam a iniciativa para emitir resoluções sucessivas contra outros e criar mecanismos sob pretextos e acusações infundadas.

Para o ministro sírio, Israel não se teria atrevido a cometer todas estas flagrantes violações do direito internacional e humanitário se não fosse pela participação directa dos Estados Unidos na agressão e o ilimitado apoio político, militar, financeiro e mediático que vários dos seus aliados prestam a Israel, refere a fonte.

O governo sírio reafirmou a denúncia contra Washington por ter impedido o Conselho de Segurança de assumir as suas responsabilidades de manter a paz e a segurança regionais, por ter «aberto os seus depósitos de armas» e ter recorrido ao poder de veto cinco vezes em poucos meses, para permitir que Israel prosseguisse com os seus crimes.

A este propósito, o chefe da diplomacia síria esclareceu que os crimes israelitas contra o povo palestiniano não começaram em Outubro último, tendo recordado «a natureza agressiva, a tendência racista e as aspirações expansionistas» de Israel, plasmadas numa «longa série de massacres, actos de agressão e terrorismo».

Em simultâneo, o ministro reiterou o apoio total do seu país ao povo palestiniano na luta pelo fim da ocupação e pela concretização dos seus direitos inalienáveis.

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