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Em Coimbra, os estudantes saíram mais uma vez à rua

Aprovada em Assembleia Magna, os estudantes da Universidade de Coimbra, em manifestação, com a sua habitual energia, fizeram das várias vozes uma única e de forma audível afirmaram «Eu estou com fome, quero comer!».

Da mítica Porta Férrea até à sede da Associação Académica de Coimbra, este foi o percurso da manifestação realizada ontem por estudantes do Ensino Superior da cidade que tem mais encanto na hora da despedida mas mais agitação na hora da luta. Até ao destino desceram as lendárias Monumentais que já viram mais histórias que os degraus que tem, e passaram ainda por duas cantinas dos Serviços da Acção Social assim como por um edificio dos Serviços da Acção Social da Universidade de Coimbra.

A manifestação foi aprovada e marcada na Assembleia Magna do passado dia 27 da Abril, após a apresentação de uma moção lida por um estudante de Direito. A moção pedia o reforço Acção Social Escolar e, estando vinculada ao que os estudantes deliberaram, a Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) enquadrou o protesto na «Semana da Acção Social». A par disto, a DG/AAC pediu também a redução das propinas.

Já no ponto de partida da manifestação, os estudantes iam chegando e começando a concentrar-se. De acordo com o Diário das Beiras estiveram presentes mais de 200 estudantes e ao AbrilAbril um estudante disse que as palavras de ordem eram várias. Era exigido o fim das propinas, mais psicólogos, mais e melhores bolsas, mais residências e mais cantinas com refeição social.

Das reivindicações, a que tem maior tónica actualmente é precisamente a questão das cantinas. Os estudantes são confrontados com longas filas de espera e muitas das vezes ficam sem comer porque têm que voltar para as aulas. No polo 1 da Universidade só há três cantinas com refeição social, situação que poderia melhor caso as Cantina Amarela também disponibilizasse essa opção, algo que não o faz e condiciona os estudantes. Já no Polo 3 há apenas uma cantina, o que associado à falta de trabalhadores não tem condições para dar resposta à procura. Num contexto de aumento do custo de vida, para muitos estudantes a refeição social é a melhor maneira de conseguir contrariar as dificuldades e realizar uma refeição completa a baixo custo.

Começou assim o ano na Universidade de Coimbra mas o descontentamento com a Acção Social Escolar parece ser geral dada a ausência de alojamento público. O AbrilAbril tinha já noticiado que em Julho o Grupo Parlamentar do PCP tinha apresentado um requerimento na Assembleia da República para ouvir a Ministra da Ciência Tecnologia e Ensino Superior com urgência dadas as insuficiência da Acção Social Escolar, mas o Partido Socialista, como tem sido hábito, chumbou-o.

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