Iniciada em Janeiro, a Oficina de Escrita orientada por Manuel Portela e Henrique Manuel Bento Fialho prosseguiu numa segunda etapa em Junho/Julho. Nesta terceira e última fase, depois dos exercícios desenvolvidos em Janeiro e Junho/Julho, serão apresentadas leituras encenadas de textos produzidos pelos participantes. Assim, caberá ao elenco do Teatro da Rainha, sob direcção de Fernando Mora Ramos, dar voz a cenas concebidas para e a partir de locais específicos da Fundação da Casa de Mateus, cujas apresentações terão lugar em sítios diversos da Fundação (interiores e exteriores), no próximo dia 12 de Setembro, a partir das 18h.
Entre 14 e 25 de Setembro, no Teatro da Rainha, a actriz e dramaturgista Isabel Lopes orientará uma oficina de dramaturgia sobre “A Resistível Ascensão de Arturo Ui” (1941), de Bertolt Brecht, analisando a derradeira encenação de Heiner Müller (1929-1995) no Berliner Ensemble em Junho de 1995. Nesta peça, «parábola da ascenção de Hitler e do nazismo na Alemanha anterior à Segunda Grande Guerra, Arturo Ui é um gangster na Chicago de 1930 que tenta controlar o comércio ilegal de couve-flor eliminando a concorrência». Müller, poeta, dramaturgo e ensaísta, é «frequentemente apontado como o mais relevante discípulo de Brecht na segunda metade do século XX. Em 1992, foi convidado a integrar a direção do Berliner Ensemble, antiga companhia de Brecht».
A 15 de Setembro, às 21h30, o Pequeno Auditório do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha vai ser palco de uma sessão dedicada a Alvaro García de Zúñiga. Por essa ocasião, Henrique Fialho vai receber Teresa Albuquerque, directora da Fundação da Casa de Mateus, a quem se irão juntar amigos que trabalharam e conviveram com o autor, para uma conversa sobre «a obra de um autor que fez do encontro entre as mais diversas linguagens artísticas uma autêntica cratera criativa». Alvaro García de Zúñiga (1958-2014), «escritor, encenador, realizador, compositor de origem uruguaia radicado em Portugal após passagens por Londres, Madrid, Paris, Colónia, formou-se em música (violino e composição) e foi autor de peças de teatro, argumentos para cinema, uma adaptação para ópera, várias obras em prosa e poesia».
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