Foi da vivência de Bernardo Santareno enquanto médico de campanha a bordo de dois navios bacalhoeiros, bem como no navio-hospital «Gil Eannes», na Terra Nova e Gronelândia, em que assistiu os pescadores dos barcos de pesca à linha, que surgiram as obras Nos Mares do Fim do Mundo e O Lugre. «A primeira, obra literária que relata a vida a bordo daqueles homens naquelas águas onde o dia nunca acaba e o sol brilha no meio da noite. A segunda, uma obra dramática que mostra também, com imagens e ações, as agruras dos pescadores dos bacalhoeiros em meados do século passado», descreve o setubalense Teatro Estúdio Fonte Nova (TEF) na sua página online.
A partir destas duas obras menos conhecidas do autor, o Teatro Estúdio construiu Nos Mares do Fim do Mundo. «O TEF, com actividade em Setúbal, terra marcada pela forte relação ao mar e à vida piscatória, relaciona-se indubitavelmente às histórias que Santareno aborda», explica a companhia.
Com encenação de José Maria Dias e interpretações de Celso Pedro, Gonçalo Poeiras, Graziela Dias, Patrícia Paixão e Sara Túbio Costa, a peça está em cena até sábado, 21 de Março, no Fórum Municipal Luísa Todi, com bilhetes a dez euros para o público em geral, e a oito para estudantes, desempregados, menores de 25 anos, maiores de 65 e profissionais do espectáculo.
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