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As «Marias» Teresa Horta e Velho da Costa vão ser «lidas» no São Luiz

O São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, abre as portas nos próximos dias a leituras encenadas por mulheres, de textos escritos por outras, designadamente de Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa.

CréditosANDRE KOSTERS / LUSA

De acordo com informação do São Luiz, são quatro as leituras encenadas que vão passar pelo palco da Sala Mário Viegas, nos dias 11 e 12, e 18 e 19 de Julho.

A ideia desta iniciativa é oferecer à literatura um espaço diferente do que aquele que é alcançado pela encenação convencional ou pela leitura individual, uma espécie de compromisso a meio caminho entre as duas coisas.

Como explica a equipa organizadora da iniciativa, é um formato entre «o teatro e a tertúlia, entre o ensaio e a acção, em que o público é convidado a aceitar a convenção de coisa inacabada, informal, embora coberta de mundo».

No primeiro sábado, dia 11, o São Luiz apresenta As Palavras do Corpo, a partir do livro de poemas eróticos de Maria Teresa Horta, no qual faz o mapeamento do corpo, com encenação de Nádia Iracema.

Nesta leitura encenada, com as actrizes Cigarra, Cleo Tavares, Isabél Zuaa, Nádia Yracema e Tita Maravilha, «pretende-se criar uma outra viagem que construa um outro corpo juntando poemas de outras autoras».

No domingo, sobe ao palco Meninas Exemplares, uma montagem de textos de Maria Velho da Costa, com encenação e dramaturgia de Sara Carinhas.

Este «título-provocação» é utilizado pela escritora no seu livro Casas Pardas e apresentado por três actrizes – Cristina Carvalhal, Nádia Yracema e Sara Carinhas – «que se dão às "palavras-balas-pérolas da autora"».

No dia 18 chega Adicionar um Lugar Ausente, um texto inédito e inacabado da actriz brasileira Keli Freitas, criado a partir do registo documental da viagem que a autora e narradora fez quando, no dia em que completou 33 anos de idade, decidiu conhecer a terra onde nasceu.

No domingo, dia 19 de Julho, o São Luiz apresenta Uma Boca Cheia de Pássaros, da dramaturga britânica Caryl Churchill, conhecida por dramatizar os abusos de poder e explorar temas feministas e relacionados com políticas sexuais.

Nesta leitura encenada, dirigida e interpretada por Cristina Carvalhal, participam os actores Bruno Huca, Gustavo Salvador Rebelo, Júlia Valente, Luís Gaspar, Madalena Palmeirim, Sofia de Portugal, que vão representar «excertos sem outro nexo que o de nos falarem de hoje».


Com agência Lusa

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