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Festival Literário Folio discute o medo e a intolerância

O Festival Literário Internacional de Óbidos, que se realiza desde 2015, conta com mais de 210 iniciativas em 450 horas de programação, em torno da literatura.

Um visitante tira fotos na biblioteca de Tianjin Binhai. O edifício futurista surpreendeu os amantes dos livros em todo o mundo, com as suas prateleiras ondulantes e brancas que se elevam do chão ao tecto. 17 de Novembro de 2017, Tianjin, China.
Fotografia: Fred Dufour
CréditosFred Dufour / AFP / Getty Images

Sob o tema «O Tempo e o Medo», o festival, que começou no passado dia 10 e termina no próximo dia 20 de Outubro, tem mais de meio milhar de convidados de quatro continentes, que participam em 16 mesas de escritores, 12 exposições e 13 concertos.

Organizado em cinco capítulos (Autores, Folia, Educa, Ilustra e Folio Mais), o Fólio teve a sua primeira edição em 2015, num investimento de meio milhão de euros, comparticipados por fundos comunitários. Desde então é custeado pela autarquia e por parceiros institucionais.

Temas como o «Brexit», a eleição de Donald Trump, ou a presidência de Jair Bolsonaro estão presentes nas conversas das mesas de escritores, que se juntam a leitores para debater o medo.

O festival conta com escritores estrangeiros como o angolano José Eduardo Agualusa, o brasileiro Geovani Martins e os franceses Mathias Énard, autor do romance Bússola e Prémio Goncourt 2015, e Frédéric Martel, que escreveu No Armário do Vaticano.

No que diz respeito a autores portugueses, estão confirmadas as presenças dos escritores Alexandre Andrade, Dulce Maria Cardoso, Gonçalo M. Tavares, Hélia Correia (Prémio Camões), José Gil, Lídia Jorge, Nuno Júdice, Ricardo Araújo Pereira e Valter Hugo Mãe.


Com agência Lusa

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