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Exposição de fotografia centrada no trabalho de Banksy chega este mês ao Porto

 A Alfândega do Porto acolhe, a partir de 19 de Janeiro, uma exposição do fotógrafo britânico Barry Cawston centrada no projeto Dismaland, uma sátira à Disneylândia, do artista britânico Banksy.

Parte do parque Dismaland, em Weston-super-Mare, Bristol
Parte do parque Dismaland, em Weston-super-Mare, BristolCréditosRadames Ajna / CC BY 2.0

«Banksy, Dismaland and Others» por Barry Cawston é, de acordo com a organização, «uma exposição poderosa» que leva o público «numa viagem pelo trabalho fenomenal de um artista que há mais de 25 anos usa a sua arte para questionar os valores da sociedade e que chega agora, e pela primeira vez, a Portugal».

Segundo informação disponível no site da exposição, esta «conta com 44 fotografias de grande dimensão, integra imagens do projeto Dismaland (2015)», mas também «outras obras identificativas do artista como o Walled Off Hotel (2017) ou Flower Thrower (2005)».

Além das fotografias de Barry Cawston, a exposição, que estará no Porto até 23 de Março, integrará «uma série de trabalhos de jovens artistas portugueses, servindo também como rampa de lançamento de novos nomes do universo da arte urbana».

A mostra irá incluir ainda «uma instalação audiovisual, onde serão projetados documentários sobre Banksy e o seu trabalho – Banksy does New York (2014) e Saving Banksy (2017) - destacando obras, salientando polémicas e abordando a sua genialidade».

Dismaland, o outro lado da Disneylândia

Banksy criou em 2015 em Weston-Super-Mare, numa cidade na zona costeira do oeste de Inglaterra, o parque de diversões Dismaland, uma sátira à Disneylândia, que contou com a participação mais de 40 artistas, entre os quais a portuguesa Wasted Rita.

O Dismaland Bemusement Park era apresentado como «um festival de arte, diversões e anarquia para principiantes», que funcionou apenas durante cinco semanas e teve um número de entradas limitado.

O parque de diversões incluía um castelo, um cinema, minigolfe, uma tenda de circo e a Guerrila Island (Ilha da Guerrilha), uma celebração da arte de guerrilha, ​​​​​​onde decorreram workshops em «como ‘hackar’ painéis de publicidade».

Ao longo do seu percurso, Bansky abordou nas suas obras, que estão espalhadas pelo espaço público em vários pontos do globo, temáticas como a guerra, a pobreza infantil e a degradação do meio ambiente.


Com Agência Lusa

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