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Cinema de Rossellini por Agosto fora

Dez obras de um autor incontornável da história do cinema e do neo-realismo italiano serão exibidas em Lisboa, no Porto e noutras salas do País ao longo do mês de Agosto.

Imagem de «Roma, Cidade Aberta», com Anna Magnani em destaque 
Imagem de «Roma, Cidade Aberta», com Anna Magnani em destaque Créditos / hotcorn.com

O Cinema Nimas, em Lisboa, exibe, até 27 de Agosto, dez obras (em cópias digitais restauradas) de Roberto Rossellini: Roma, Cidade Aberta (1945), Paisà – Libertação (1946), Alemanha, Ano Zero (1948), O Amor (1948), Stromboli (1950), Europa 51 (1952), A Máquina de Matar Pessoas Más (1952), Viagem em Itália (1954), O Medo (1954) e Índia (1959).

O ciclo «Roberto Rossellini» tem exibição prevista, a partir da próxima semana, também no Cinema Trindade, no Porto, segundo foi garantido em contacto telefónico por fonte do cinema ao AbrilAbril.

Algumas obras do ciclo serão igualmente exibidas, ao longe deste mês, em Setúbal (Cinema Charlot), na Figueira da Foz (CAE) e em Braga (Theatro Circo) – ver dias e horários em medeiafilmes.com.

Quanto ao Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, não surge indicação no seu portal e o AbrilAbril não teve êxito, até ao momento, na tentativa de entrar em contacto com a entidade.

«Pai» e «expoente» do neo-realismo italiano

«Autor fulcral da História do cinema, indissociável do neo-realismo italiano e, de modo mais abrangente, do cinema moderno, Roberto Rossellini [1906-1977] foi não apenas um cineasta prolífero, mas também um incessante experimentador», lê-se no portal da Cinemateca Portuguesa a propósito de um dos ciclos que promoveu sobre o mestre italiano, a quem dedicou uma retrospectiva integral em 2007, intitulada «Roberto Rossellini e o Cinema Revelador».

Por seu lado, a Medeia Filmes, ao apresentar este ciclo, que se iniciou na passada quinta-feira, afirma que «Rossellini "inventou" o cinema moderno. […] Rossellini foi também o "pai" e o "expoente" do neo-realismo italiano, era um homem e um criador inquieto, que não se acomodava, e mudou radicalmente o curso do cinema em termos de produção, de narrativa, de direcção de actores».

Sobre o mestre italiano, lembra ainda as palavras do realizador Jacques Rivette: «Aquando do aparecimento de Viagem em Itália, todos os filmes envelheceram, de repente, 10 anos.»

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