Durante meses, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA/CGTP-IN) e o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) fizeram «tudo» o que lhes «foi pedido»: «participámos no grupo de trabalho, apresentámos propostas concretas e fundamentadas, e chegámos a suspender formas de luta como gesto de boa-fé». Aos sindicatos, sempre foi dito que a «venda total» da SATA Handling (empresa criada no início de 2026 que recebeu cerca de 600 trabalhadores da SATA) «era uma imposição de Bruxelas».
«Hoje sabemos, por escrito e pela voz da própria Comissão Europeia, que não é assim: a alienação a 100% foi uma opção das autoridades portuguesas. Foi uma escolha política, e não uma inevitabilidade», denunciam os sindicatos.
Rejeitando a resignação, o SITAVA e o SINTAC exigem que «a assistência em escala seja tratada como aquilo que é: parte integrante do serviço público de transporte aéreo nos Açores» e que os direitos dos trabalhadores sejam sempre salvaguardados, independentemente do que venha a acontecer.
Os sindicatos convocaram, sustentados na posição assumida pelos trabalhadores em reuniões plenárias, uma greve parcial entre 21 de Outubro e 3 de Novembro. Entre 21 e 28 de Outubro, a paralisação (que incide sobre todo o trabalho realizado, seja no cumprimento do horário de trabalho ou no trabalho suplementar) ocorre entre as 7h30 e as 10h30 da manhã. A situação inverte no período seguinte, entre 28 de Outubro e 3 de Novembro: a greve ocorrerá entre as 16h e as 19h.
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