O sindicato denuncia violações do direito à greve

Mesmo sobre pressão, os trabalhadores da hotelaria estão em luta

Os trabalhadores do Penina Hotel & Golf Resort, em Portimão, estiveram em greve contra a repressão patronal, o corte no pagamento dos feriados e a redução dos dias de férias.

Trabalhadores do Penina Hotel & Golf Resort em greve
Trabalhadores do Penina Hotel & Golf Resort em greveCréditosSindicato da Hotelaria do Algarve

Os trabalhadores do Penina Hotel & Golf Resort, em Portimão, do Grupo JJW Hotels & Resorts, estiveram na sexta-feira passada em greve, afectando várias áreas, com particular destaque para a secção dos andares, que registou uma adesão na ordem dos 50%.

Segundo o comunicado do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve, em causa está «o forte descontentamento causado pela intensificação da repressão patronal e o assédio moral a que os trabalhadores têm estado sujeitos nos últimos anos, o corte no pagamento dos feriados, a redução de 25 para 22 dias de férias e a degradação das condições de trabalho, sendo que só nos últimos três meses foram embora cerca de dez trabalhadores devido às pressões e à brutal degradação das condições de trabalho».

No decorrer da greve, o sindicato teve de pedir a intervenção da Autoridade para as Condições no Trabalho no local, uma vez que a administração, «em clara violação da lei», fez deslocar trabalhadoras do Hotel Dona Filipa, hotel do grupo localizado no concelho de Loulé sob gestão de outra empresa, para substituir as que estão em greve.

O sindicato irá pedir uma reunião à administração com vista a encontrar soluções para os problemas sentidos pelos trabalhadores.

Ainda na área da hotelaria, os trabalhadores dos hotéis de Lisboa e Setúbal vão estar concentrados à porta das unidades hoteleiras e distribuir um comunicado aos clientes para denunciar a precariedade cada vez mais acentuada neste sector, pela defesa do Contrato Colectivo de Trabalho e por aumentos salariais.

A estrutura sindical afirma que, segundo os dados oficiais, os proveitos no sector até Maio do corrente ano aumentaram cerca de 15,8%, para além da redução do IVA de 23% para 13%. Assim, consideram que «nada justifica a atitude das empresas para não procederem aos aumentos salariais».