|Lisboa

Segurança privada «tentou impedir pela força» acção de utentes dos transportes

A Comissão dos Utentes dos Transportes de Lisboa afirma que seguranças da empresa PSG tentaram impedir uma acção pacífica de denúncia dos frequentes atrasos nos transportes públicos, na Gare do Oriente. 

A vigília frente à residência oficial do primeiro-ministro, no dia 18 de Janeiro, foi uma das últimas acções de luta promovidas pela comissão de utentes
Foto de arquivo Créditos

Foi no passado dia 12 de Março que, segundo comunicado da comissão divulgado ontem, «seguranças da empresa PSG – Segurança Privada tentaram impedir pela força a Comissão de Utentes de Transportes de Lisboa de contactar» com o público. Ao longo de cerca de meia hora, acrescenta, «quatro seguranças da dita empresa abordaram os activistas, ordenando que parassem de distribuir a propaganda e declarando terem chamado a polícia, apesar de haver uma esquadra da PSP na própria estação».

Segundo a nota, «os membros da comissão responderam que se trata de um espaço aberto ao público pertencente a uma empresa pública e continuaram a acção, até que um dos seguranças decidiu impedir a distribuição pela força».

A Comissão de Utentes dos Transportes de Lisboa não aceita que «uma acção pacífica de contacto com utentes seja impedida pela força numa infra-estrutura pública de transportes», considerando que esta actuação «enfraquece a democracia». Neste sentido, apresentou reclamação contra os seguranças envolvidos na esquadra da PSP na Gare do Oriente, onde os agentes tomaram «as medidas necessárias para que futuras acções de contacto ou distribuições de propaganda política não voltem a ser alvo deste tipo de abordagem».

E se os transportes públicos chegassem a tempo?

A comissão reconhece que a criação do Navegante, em 2019, e consequente redução do preço do passe, fez crescer o número de utentes dos transportes públicos e que, por isso, é necessário aumentar a capacidade dos mesmos. No documento intitulado «E se os transportes chegassem a tempo?», publicado no Facebook, a Comissão de Utentes dos Transportes de Lisboa defende que é preciso aumentar as faixas BUS, a oferta na madrugada e aos fins-de-semana, a informação em tempo real, «com um sistema que funcione nas paragens e nos telemóveis», e o conforto nas paragens, entre outras medidas.

Simultaneamente, aponta à remoção de «tanto gargalo» na circulação dos transportes. Entre os constrangimentos está a proibição de autocarros na Rua da Prata, com os utentes a alertar que «o 736 precisa de voltar ao Cais do Sodré e o 714 à Praça da Figueira». Aumentar a oferta nocturna no eixo das Colinas (Graça, Madragoa, São Bento) e o número de carreiras rápidas nos principais corredores da cidade são, a par da melhoria da oferta ao fim-de-semana, outras reivindicações da comissão de utentes, que quer ver reforçada a intermodalidade entre os nós da rede, especialmente no Verão.

Tópico

Contribui para uma boa ideia

Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.

O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.

Contribui aqui