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Defesa do México: 78% das armas apreendidas vêm dos EUA

Cerca de 78% das 18 mil armas de fogo, longas e curtas, apreendidas no actual período governativo são provenientes dos Estados Unidos, informou o titular da Secretaria de Defesa Nacional, Ricardo Trevilla.

Munições para utilização militar fabricadas nos EUA chegam às mãos do crime organizado no México Créditos / La Jornada

O responsável mexicano da Defesa precisou que, no actual mandato de Claudia Sheinbaum, iniciado em Outubro de 2024, as autoridades apreenderam 215 espingardas do tipo Barrett, 20 lança-granadas de 40 mm, 13 lança-foguetes e 273 metralhadoras de diversos calibres.

Estes dados, afirmou, «podem ajudar a entender o problema que temos com todo este armamento e munições que provêm dos Estados Unidos».

Respondendo a questões da imprensa na Cidade do México, esta terça-feira, sobre a utilização por cartéis de armamento e munições fabricados para o Exército norte-americano, Ricardo Trevilla referiu-se à quantidade de cartuchos de calibre 50 apreendidos, considerando-os os mais letais.

«De 2012 até à data, foram 137 mil cartuchos», disse, acrescentando que 47% são provenientes de uma empresa de fabrico de munições que abastece o exército norte-americano e que foram comercializados em lojas de armas do Sul Estados Unidos.

Segundo destaca La Jornada – com base num artigo publicado nos EUA –, «embora as balas de calibre 50 sejam tão potentes que são utilizadas para destruir veículos e até mesmo aeronaves ligeiras, nos Estados Unidos são vendidas livremente ao público em geral, como parte da conhecida permissividade que caracteriza a comercialização, a posse, o porte e o uso de armas de fogo» no país vizinho.

O responsável pela pasta mexicana da Defesa acrescentou ainda que a maior parte deste tipo de munição foi apreendida nos estados de Sinaloa, Sonora, Tamaulipas, Chihuahua e, em menor quantidade, Michoacán e Guerrero.

A este propósito, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, indicou que o seu executivo está a ponderar incluir esta parte na queixa do governo do México contra os fabricantes, «porque é uma empresa privada que vende estas armas, embora sejam para uso exclusivo do Exército dos EUA», refere La Jornada.

«Então, é muito importante que se investigue como estas armas que são comercializadas por esta empresa privada chegam às mãos do crime organizado no nosso país», disse.

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