Frente-a-frente com o boletim de voto, devemos pensar na prestação da casa que não conseguimos pagar, na comida para os nossos filhos que não sabemos se conseguiremos comprar, no salário que não sabemos se vai chegar. Tudo isto, numa simples cruz.
São 136 os homens e mulheres que passaram pelos cárceres do fascismo e que, perante a «forte ameaça das forças de direita e dos seus projectos reaccionários», anunciam o seu apoio à CDU.
O elevado número de mulheres mortas, o impacto da agressão israelita nas grávidas, a degradação geral das condições de vida, a falta de comida e medicamentos em Gaza são questões em destaque, a propósito do 8 de Março.
Tal como seria de esperar, a campanha do Chega não tem uma única ideia para o país, girando apenas em torno da vontade muito grande de ir para o Governo com o PSD. O Chega, que se diz anti-sistema, faz de tudo para se aliar a quem representa o sistema.
Há muitas formas de pegar neste tema. Vamos começar pela afirmação de André Ventura, «Somos o único partido - de relevo, com natureza parlamentar - que entende que a imigração em Portugal deve ser controlada».
José Miguel Júdice explica como é que, afinal, o PSD poderia governar com a ajuda do Chega. Ricardo Paes Mamede e Ricardo Arroja discutem modelos opostos para o Serviço Nacional de Saúde e Pedro Marques Lopes quer que a Europa gaste mais em Defesa, mesmo se isso diminuir o Estado Social. Nesta emissão de os Comentadores, Nuno Ramos de Almeida, Paula Cardoso e Pedro Tadeu não se surpreendem com uma das notícias da semana: há mais comentadores de direita do que de esquerda nas TVs, e muitos mais homens que mulheres.
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