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Conferência de líderes vai discutir pedido do PSD, entretanto esvaziado de conteúdo

PSD continua a querer usar mortes nos fogos – e ainda não foi desta que acertou

O PSD apostou tudo na exigência de publicação da lista de mortos no incêndio de Pedrógão do mês passado, requerendo uma reunião de urgência do Parlamento. Menos de cinco horas depois, a lista era divulgada sem novidades.

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O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, com o presidente do partido, Pedro Passos Coelho, no plenário da Assembleia da República. 23 de Fevereiro de 2017
O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, com o presidente do partido, Pedro Passos Coelho, no plenário da Assembleia da República. 23 de Fevereiro de 2017CréditosJoão Relvas / Agência LUSA

O recém-eleito líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, entrou de forma triunfal nas suas novas funções, ao lançar um ultimato ao Governo logo na sua primeira semana. Na segunda-feira, deu 24 horas para que fosse divulgada uma lista com os nomes dos falecidos no incêndio de Pedrógão Grande, no mês passado.

Nos dias anteriores, foram várias as notícias que surgiram com números diferentes do que foi oficialmente indicado (64 mortes). A somar a estas, só um caso foi sinalizado, de uma mulher atropelada quando fugia das chamas. A informação estava em segredo de justiça, já que decorrem diligências judiciais.

Apesar de o Executivo já ter reiterado que não lhe cabia a revelação dos nomes das vítimas, o ultimato foi levado até ao fim e Hugo Soares agendou uma conferência de imprensa para ontem, a meio da tarde. Após a presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, ter falado de uma hipotética moção de censura, chegou a especular-se se o novo líder parlamentar do PSD não se anteciparia ao antigo parceiro de coligação.

No entanto, o diabo não apareceu e o fim do ultimato trouxe um requerimento ao presidente da Assembleia da República para o agendamento de uma reunião de urgência da Comissão Permanente, o órgão que substitui o plenário durante as férias parlamentares.

Mas, menos de cinco horas depois de Hugo Soares dar por terminado o prazo para a divulgação da lista pelo Governo, enquanto o Executivo dizia não lhe competir revelá-la, a entidade competente (a Procuradoria-Geral da República) acabou por tornar públicos os nomes das 64 vítimas mortais do fogo de Pedrógão. A estes, somam-se outros dois que estão ainda em investigação – o do caso de atropelamento, que é alvo de inquérito autónomo, e de outra morte cujas circunstâncias ainda estão por apurar.

O novo líder parlamentar acabou por colocar todas as fichas numa falsa partida: não só lançou um ultimato inconsequente como acabou por ver a tese de que o Governo estaria a esconder mortes ocorridas no incêndio do mês passado. Após o episódio dos suicídios anunciado por Passos Coelho, que, horas depois, foram desmentidos, o PSD continua a correr atrás da tragédia.

Para hoje, às 16h, estava agendada uma reunião da conferência de líderes para apreciar o pedido do PSD, marcada por Ferro Rodrigues. Hugo Soares disse querer discutir «a não publicação da lista de pessoas que perderam a vida nos incêndios de Pedrógão Grande e concelhos vizinhos».

Face ao esvaziamento da matéria, o líder parlamentar do PSD disse esta manhã à Lusa, na Assembleia da República, que o partido desiste da reunião da Comissão Permanente. «Não faz sentido», afirmou Hugo Soares.


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1 Comentários

no artigo "PSD continua a querer usar mortes nos fogos – e ainda não foi desta que acertou

Mas será que esta gentalha laranja não ganha sequer um pingo de vergonha? Cobardes que usam as vítimas para proveito político próprio, quando foi sempre nos governos PSD/CDS-PP quem mais contribuiu para a destruição das florestas portuguesas e a retirada de apoio aos bombeiros de Portugal. Tendo muito bombeiro morrido com TOTAL culpabilidade dos governos PSD/CDS-PP desde o coveiro de Portugal Aníbal Cavaco Silva, o ser mais sujo e conivente em toda a criminalidade relacionada com a economia portuguesa. Um ser desprezível que conspurcou a Instituição PR. Um ser nojento cujo lugar deste seria em cárcere perpétuo. Seguem-se todos os governantes destas 2 organizações de crime financeiro organizado, incluindo o PS de José Sócrates e seus caciques que sempre quiseram um PS de direita, conluiados ao PSD/CDS-PP. Não existe respeito pela dor dos familiares das vítimas e é um tudo vale que espelha bem o desespero desta escumalha nojenta que é o PSD/CDS-PP e quem os apoia, porque quem o faz, só podem ser pessoas sem bom intimo, sem um ponto de honestidade e ainda menos moral por mais que vão a Fátima e às missas onde quem representa a igreja em Portugal está claramente do lado do MAL, por isso cedem as instalações propriedade da igreja, ao CDS-PP gratuitamente. Votar nesta escumalha é CRIME contra o povo de Portugal.