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Portugal perdeu um terço de crianças e jovens em 30 anos

No dia em que se assinalaram os 30 anos da aprovação da Convenção sobre os Direitos da Criança, o Instituto Nacional de Estatística revelou dados que atestam a diminuição da natalidade no País.

CréditosJoão Relvas / Agência LUSA

O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou esta quarta-feira que em 1989 a população portuguesa entre os zero e os 17 anos era de 2594 milhões e que, no ano passado, era de 1729 milhões, revelando uma diminuição de um terço de crianças e jovens no País.

Os dados revelam ainda que as mulheres são mães do primeiro filho, em média, cinco anos mais tarde. E que a gravidez na adolescência apresenta uma diminuição significativa nas últimas três décadas, passando de 2,7% para 0,7%, em 2018.

A natalidade é menor, mas registam-se números positivos na diminuição da taxa de mortalidade infantil que, em 30 anos, decresceu de 12,1 óbitos por mil nascimentos para 3,3.

Outros indicadores positivos respeitam ao trabalho infantil, tendo diminuído significativamente o número de trabalhadores com menos de 18 anos nos últimos 30 anos, passando de 5,2% em 1989 para 0,1% no ano passado.

Acresce que, desde 2013, tem vindo a diminuir o risco de pobreza, que nesse ano era de 25,6% para 19% em 2017, na sequência de dez anos em que as trajectórias destes indicadores se pautaram por descidas e subidas.

Nos últimos 26 anos verificou-se ainda um aumento expressivo da escolaridade da população em geral. Em 1992, apenas 16,1% da população com 15 ou mais anos tinha o ensino secundário, valor que subiu para 40,6% em 2018.


Com agência Lusa

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