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Paulo Raimundo: «tudo faremos para derrotar lei dos despejos e do aumento das rendas»

Em conferência de imprensa, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, elencou um conjunto de propostas que o seu partido vai voltar a apresentar com vista à resolução da crise da habitação. Mais uma vez, os comunistas não faltam à chamada e vão à luta.

Créditos António Pedro Santos / Agência Lusa

Não é nova a posição do PCP, porém, o partido, acompanhando a luta do povo e dos trabalhadores, volta à carga com um conjunto de propostas que combatem a especulação imobiliária e as políticas da direita.

Numa conferência de imprensa realizada hoje, dia 22 de Outubro, Paulo Raimundo considerou que «é justa a indignação, o protesto e a rejeição expressa na manifestação da CGTP do passado sábado e nas acções que, em particular em Lisboa e no Porto» e que «se exige ao Governo são medidas que enfrentam o grave problema que o País atravessa».

Apesar desta última exigência, é o próprio secretário-geral do PCP que afirma que do Governo, no entanto, a política necessária não chega a quem precisa na medida em que essa insiste na promoção da especulação imobiliária e em servir os «interesses egoístas dos fundos imobiliários, da banca e da grande propriedade»

Paulo Raimundo acusou ainda PSD, CDS, Chega e IL de serem «porta-vozes dos fundos imobiliários e testas de ferro da especulação e dos especuladores», dando como exemplos as medidas que levam a cabo e a forma como essas são antagónicas ao interesse da esmagadora maioria da população.

«Querem acelerar ainda mais os despejos, querem aumentar ainda mais as rendas, querem precarizar ainda mais os contratos de arrendamento, querem desequilibrar ainda mais a relação entre senhorios e inquilinos, querem somar ainda mais dificuldades numa situação que já hoje é insustentável, querem deixar de fora os milhares de milhões de euros de lucros da banca à custa das famílias e das empresas, à custa de comissões e taxas de juro, à custa de prestações que não param de aumentar», acusou o comunista.

Neste sentido, o PCP entende que não há volta a dar e o combate tem que ser travado, até porque o Governo com a direita e o PS não poderão continuar as suas propostas sem a luta daqueles que transpõem para a acção legislativa o combate que se assiste nas ruas.

Paulo Raimundo anunciou, neste sentido, medidas que vão ser colocadas no quadro da discussão do Orçamento do Estado e em outros momentos legislativos, como medidas que regulem e façam baixar as rendas; garantam a estabilidade dos contratos a 10 anos; promovam a construção pública  com a meta de 1%do PIB em média por ano; façam baixar spreads e acabem com comissões; reforcem o apoio às cooperativas de habitação; alterem a lei dos solos; e garantam a utilização do solo na estrita necessidade de responder às necessidades colectivas, incluindo da habitação.

 

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