|Natalidade

Nunca nasceram tão poucos bebés desde que há registos

São cerca de 37 700 os bebés nascidos em Portugal no primeiro semestre. O valor representa uma redução de mais de 4400 relativamente ao período homólogo e é o mais baixo dos últimos 30 anos.

Créditos / mulherportuguesa.com

Dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional Ricardo Jorge, a partir do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), conhecido como «teste do pezinho», fizeram soar os alarmes. Desde 1989 que não se encontrava um número tão baixo, tendo-se verificado maiores descidas em 2013 e 2014, anos em que o País esteve submetido à ingerência da troika e à política de exploração e pobreza conduzida pelo governo do PSD e do CDS-PP, com cerca de 39 mil recém-nascidos. 

Sem surpresas, tendo em conta também os números preliminares dos censos, o PNRN revela que foi nos distritos de Lisboa e do Porto que houve o maior número de bebés rastreados, com 11 208 e 7008 testes efectuados, respectivamente, seguidos de Braga, com 2765. Enquanto os distritos de Bragança, Portalegre e da Guarda registam o menor número de recém-nascidos estudados. 

A natalidade tem uma relação directa com o desemprego. À medida que este sobe, a taxa de natalidade desce, sendo necessárias medidas que garantam o emprego estável, retribuições dignas e horários que permitam a conciliação com a vida familiar.

Com a crise vivida desde Março do ano passado, muitos jovens, que são a faixa da população mais afectada pelos vínculos precários, perderam o emprego, outros não tiveram apoios ou receberam quantias insuficientes para continuar a satisfazer as necessidades do dia-a-dia. 

Esta segunda-feira, o secretário-geral do PCP voltou a insistir na necessidade de aumentar os salários e valorizar carreiras e profissões, tendo criticado o uso da epidemia como «pretexto» para «agravar a exploração dos trabalhadores» e a «estafada contraposição entre aumentos salariais e emprego». 

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