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Manhã caótica nas ligações fluviais entre Lisboa e a Margem Sul

Uma nova avaria na ligação fluvial entre o Seixal e Lisboa fez com que, esta manhã, a carreira das 8h30 não saísse por excesso de passageiros. A solução da empresa foi desviar um barco de Cacilhas.

Os utentes do Seixal protestaram junto das instalações onde está instalada a administração da Trasntejo, no Terminal Fluvial do Cais de Sodré, em Lisboa. 11 de Dezmebro de 2018
Os utentes do Seixal protestaram junto das instalações onde está instalada a administração da Trasntejo, no Terminal Fluvial do Cais de Sodré, em Lisboa. 11 de Dezmebro de 2018Créditos / AbrilAbril

Segundo a Transtejo, uma avaria num dos navios catamarã durante o fim-de-semana fez com que a ligação com o Seixal fosse realizada com apenas um barco, em vez dos dois necessários para cumprir os horários.

Esta manhã, depois da supressão da carreira das 8h10, o barco que deveria sair do cais do Seixal às 8h30 não pôde fazê-lo por estar com excesso de passageiros. De acordo com a Lusa, citando testemunhos no local, quando o navio chegou ao Seixal já tinha «pessoas de dois barcos no interior». A Polícia Marítima foi chamada a intervir, face ao descontentamento dos utentes da ligação fluvial, que sofrem há meses com avarias e supressões recorrentes.

A solução da empresa, segundo informação avançada pela Lusa, foi desviar um barco da ligação entre Cacilhas e o Cais do Sodré, com consequências para os utentes daquela ligação, que também tem estado a ser feito com recurso a um catamarã em substituição dos habituais cacilheiros.

A 10 de Outubro do ano passado já se tinham verificado momentos de confusão no terminal fluvial do Barreiro, também devido à supressão de carreiras devido a avarias na frota.

Há cerda de um mês, a Transtejo afixou avisos nos terminais de Cacilhas e do Cais do Sodré dando conta que, dado estar a operar com menos um navio naquela ligação, as carreiras «iniciam viagem logo que seja alcançada a lotação máxima de passageiros embarcados, independentemente do horário previsto».

Apesar da sucessão de episódios de graves perturbações nas ligações fluviais entre Lisboa e a Margem Sul, devido às recorrentes avarias na frota, o PS chumbou uma proposta do PCP para o reforço do orçamento da Transtejo e da Soflusa para 2019 em 5,25 milhões de euros. A alteração proposta pelos comunistas ao Orçamento do Estado para 2019 pretendia precisamente dotar a empresa de capacidade financeira para assegurar a manutenção e reparação dos navios.

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