Fernando Midões: jornalista, crítico de teatro e antifascista morreu aos 86 anos

Fernando Midões faleceu este domingo na Casa do Artista, onde residia. O funeral realiza-se amanhã, pelas 14h30, no Cemitério do Alto de São João, em Lisboa.

Fernando Midões
Fernando MidõesCréditos / Notícias ao Minuto

Licenciado em Direito, pela Faculdade de Direito de Coimbra, Fernando Midões encontrou no teatro a sua paixão. Foi um dos fundadores do Grupo Cénico de Direito da Faculdade de Direito de Lisboa, em 1954, onde participou como actor e encenador, e construiu carreira como crítico de teatro.

Depois do jornal A Planície, onde deu os primeiros passos, colaborou com o Diário Popular e o Diário de Notícias, mas também com revistas, como a Flama e a Revista Mais, e com programas televisivos e radiofónicos. O seu espólio de críticas teatrais está, desde 2017, disponível para consulta no Museu do Teatro, em Lisboa.

Trabalhou na RTP durante décadas, tendo participado na histórica emissão televisiva do dia 25 de Abril de 1974, ano em que se tornou militante do PCP.

«Não esqueço o seu papel de jornalista a escrever notícias e a coordenar a exaltação do dia da liberdade, ao qual ficou para sempre ligado», escreveu este domingo Júlio Isidro na sua conta do Facebook.

Como realizador, dirigiu dezenas de programas da televisão pública, tendo sido também membro da Comissão de Trabalhadores da RTP e do Sindicato dos Jornalistas.  

Fernando Midões fez parte ainda da Sociedade Portuguesa de Autores e da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.

O velório será na Igreja Santa Joana Princesa, em Lisboa, onde o corpo estará em câmara ardente a partir das 17h de hoje. O funeral realiza-se amanhã, pelas 14h30, no Cemitério do Alto de São João.