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Utentes lutam para manter Extensão de Saúde da Adémia

Alertados para o encerramento da Extensão de Saúde da Adémia, em Coimbra, a partir do dia 15, os utentes marcaram uma concentração para esta sexta-feira.  

Créditos / Pixabay

O protesto está marcado para as 10h30, junto às instalações da Extensão de Saúde, e surge em resposta aos avisos prestados pelos funcionários e profissionais de saúde, relativamente ao encerramento daquela unidade no dia 15 de Novembro.

Silvério Borges, do Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) de Coimbra, realça que esta é a terceira tentativa de encerrar a extensão de saúde que serve as populações das localidades da Adémia, Trouxemil, Alcarraques, Cioga do Monte e Fornos.

As anteriores tinham acontecido em 2013 e 2015, mas os protestos dos utentes adiaram a intenção que, admite este dirigente, «não faz nenhum sentido». E explica porquê.

«São populações envelhecidas com problemas de mobilidade e não faz sentido deslocá-las para o Centro de Saúde Fernão Magalhães (Coimbra), que não tem condições, nem de espaço nem de acessibilidades, para receber estes utentes», refere. 

A unidade serve cerca de 1500 utentes e tem valências como o planeamento familiar, saúde materno-infantil e consulta de diabetes, além dos serviços de enfermagem. Encerrá-la, admite Silvério Borges, iria provocar o entupimento, quer do Centro de Saúde Fernão Magalhães quer das urgências hospitalares, por simples cuidados de saúde como a aplicação de um penso.

O dirigente do MUSP alerta para um «contraciclo». «Então estão a abrir novamente o Hospital dos Covões e vão encerrar os postos de proximidade?», indaga, para de seguida denunciar a «onda de encerramento de serviços públicos, tendo por base uma política economicista, sem ter em conta um dos direitos mais básicos da população que é o direito à Saúde». 

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