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População quer de volta a esquadra de Carnide

Cerca de 3000 pessoas assinaram a petição para a reabertura da esquadra da PSP de Carnide, em Lisboa, revelou o presidente da junta, adiantando que têm faltado respostas para se reverter o encerramento.

Créditos / JF Carnide

«Temos cerca de três mil assinaturas e pretendemos chegar às quatro mil, para que possam ser apreciadas em plenário da Assembleia da República», disse à Lusa Fábio Sousa, presidente da Junta de Freguesia de Carnide eleito pela CDU. O autarca falava à margem de uma acção simbólica que decorreu segunda-feira na escola profissional Instituto para o Desenvolvimento Social (IDS), em Carnide, contra o encerramento daquela esquadra, que ocorreu a 16 de Outubro. 

De acordo com o autarca, a iniciativa na escola serviu para receber assinaturas em papel no sentido de tentar reverter o encerramento da esquadra, que tem criado «constrangimentos para a comunidade». O presidente da Junta de Freguesia de Carnide referiu ainda que têm estado a fazer esforços, desde Outubro, com a Câmara de Lisboa e com o Governo, para resolver a situação, mas sem sucesso. 

Por seu vez, a coordenadora da acção simbólica no IDS, Joana Teixeira, explicou que a iniciativa na escola se dinamizou para colaborar com a Junta de Freguesia. «Este abaixo-assinado foi subscrito pelos professores, pelos colaboradores, pelos alunos maiores de idade e até pelos encarregados de educação», referiu a psicóloga. «Existe uma preocupação demonstrada por parte dos alunos, não só relativamente a eles e à escola. Há mais escolas aqui ao pé, com crianças mais novas do que aqui e referiram várias vezes isso. O facto de haver um polícia perto e uma esquadra activa perto era benéfico para toda a gente da comunidade», disse.

A 16 de Outubro, a esquadra da PSP de Carnide foi encerrada na sequência de um relatório da delegada de saúde, que apontava para a falta de condições. Na altura, Fábio Sousa dizia que a ordem de encerramento da esquadra foi determinada pelo Ministério da Administração Interna, depois de ter recebido um relatório da delegada que apontava para problemas devido a questões de higiene e saneamento. «Esta decisão para nós não é uma surpresa, pois tanto a junta de freguesia como a própria PSP já tinham transmitido ao Governo a falta de condições desta esquadra», apontava.

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