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Saad Hariri renuncia ao cargo

O primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, anunciou que vai entregar o seu pedido de demissão, não resistindo a 13 dias ininterruptos de protestos contra o Governo.

Manifestantes libaneses reagem após um discurso do presidente libanês Michel Aoun durante uma manifestação no oitavo dia de protestos em Jal El Dib, norte de Beirute, Líbano, em 24 de Outubro de 2019. Os protestos entraram na segunda semana, com centenas de milhares de libaneses nas ruas para protestar contra propostas de aumento de impostos e a corrupção.
Hariri disse estar num «beco sem saída»CréditosWael Hamzeh / EPA

Saad Hariri convocou os jornalistas esta terça-feira para anunciar que está num «beco sem saída» e que vai entregar o pedido de demissão ao Presidente do Líbano, Michel Aoun.

Até ao anúncio de Hariri, o Governo não tinha conseguido atender as exigências dos populares que há 13 dias contestavam a elevada inflação no país, o aumento do custo de vida, a corrupção das elites e a tentativa de imposição de novos impostos, por parte do governo, designadamente sobre as mensagens enviadas através de aplicações online, como a WhatsApp. 

Segundo a PressTv, o presidente do Parlamento libanês Nabih Berri afirmou logo pela manhã que a renúncia do governo em exercício liderada por Hariri não resolverá a profunda crise social e económica do Líbano e complicará ainda mais a situação.

Quem também não se mostrou favorável à demissão do governo foi o secretário-geral do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, tendo no entanto denunciado que o povo líbanês não pode tolerar mais impostos e que a solução para os graves problemas que o país enfrenta não passa por ir ao bolso dos mais desfavorecidos. 

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