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PM russa inicia patrulhamento da região de Manbij

A Polícia Militar (PM) russa começou a patrulhar os acessos à cidade síria de Manbij, no Norte da província de Alepo, perto da fronteira com a Turquia, para garantir a segurança e evitar confrontos.

Em coordenação com as tropas sírias, a Polícia Militar russa inicia o patrulhamento na região de Manbij (Norte de Alepo)
Em coordenação com as tropas sírias, a Polícia Militar russa inicia o patrulhamento na região de Manbij (Norte de Alepo)Créditos / RT

«Começámos hoje a patrulhar a zona de segurança na localidade de Manbij e seus arredores», declarou esta terça-feira à imprensa o porta-voz da Polícia Militar russa, Yusup Mamatov. «A tarefa consiste em garantir a segurança nesta região, controlar a situação e o movimento de grupos armados», acrescentou, citado pela RT.

O patrulhamento da região é coordenado com as tropas do Exército Árabe Sírio, que, pouco antes de terminar o ano passado, assumiram o controlo da cidade de Manbij e dos arredores, na sequência de um apelo feito a Damasco pelas milícias curdas conhecidas como Unidades de Protecção Popular (YPG), que integram as chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS), aliadas dos EUA nos últimos anos.

Depois de, em 19 de Dezembro, Donald Trump ter anunciado que as tropas dos EUA se iam retirar da Síria, as YPG/FDS mostraram-se dispostas a chegar a um acordo com o governo de Damasco, uma vez que a Turquia se preparava para levar a cabo uma «operação anti-terrorista» na região, tendo as YPG como alvo.

Na primeira operação de patrulhamento, a PM russa percorreu vários quilómetros e foi a diversas localidades em redor de Manbij, onde, explicou Mamatov, os membros da patrulha recebem informações das populações sobre armazéns de armas e bombas que não explodiram, deixadas na região por cerca de 400 membros das YPG, que abandonaram Manbij e se deslocaram para a margem oriental do Eufrates, segundo refere a Prensa Latina.

O apoio militar russo, iniciado em Setembro de 2015, foi solicitado pelo governo de Damasco e revelou-se fundamental na luta contra o Daesh e outros grupos terroristas, apoiados mais ou menos às claras pelo Ocidente, por Israel, pela Turquia e por vários países árabes. Disso são exemplo a libertação de Alepo, as batalhas nas províncias de Homs e Hama, de Damasco e de Deir ez-Zor, ou a ofensiva no Sudoeste do país.

Ataques aéreos norte-americanos vão prosseguir

Na passada sexta-feira, o comando militar regional dos EUA na Síria emitiu um comunicado sobre as operações levadas a cabo em Dezembro, no Nordeste do país árabe, pela chamada «coligação internacional» – cuja acção em território sírio, desde 2014, é considerada ilegal pelas autoridades sírias – alegadamente para combater o Daesh e em apoio às FDS.

Apesar do anúncio de retirada das tropas norte-americanas por parte da Casa Branca, o comando militar regional afirma que «não há limite temporal imediato para os ataques aéreos e de artilharia», que «continuará a atacar o Daesh», para «melhorar as condições para a paz e a estabilidade na região».

As autoridades sírias têm repetidamente acusado esta aliança militar de fazer vista grossa às acções do Daesh e de, a coberto de uma pretensa luta contra o terrorismo, «estar deliberadamente a massacrar civis sírios», acrescentando que os ataques visam destruir as infra-estruturas e provocar o êxodo da população na província de Deir ez-Zor.

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